Lucas Pires Apoiador
Entendi o objetivo do post e sempre digo, não dá pra comparar Europa com Brasil! Outra mentalidade, outra realidade de dinheiro, outro calendário.
Vejo muita gente falando sobre o patético mg, durante anos, ninguém falou nada dos caras, de repente apareceu dinheiro, se reforçaram e uala.
Palmares estava há anos sendo motivo de piada e derrotas, fizeram um time, mantiveram a base e agora tão ai..
Flam**** antes de se ajeitar tinha cada time ridículo que só por Deus..Se planejaram e com o tempo colheram os frutos.
Contratamos sim, mas é outro momento em relação aos outros e quando digo isso, não quero dizer que não têm que brigar por títulos, mas é engraçado ver o mesmo torcedor que cobra isso, achar ruim se tiver que passar um tempo para ajeitar a casa, meio o que foi o começo de 2021.
Além da cultura imediatista de técnicos que existe no Brasil, se não ganhar um título, mete o pé, é ruim.
OBS: Isso não é uma defesa ao Sylvinho, mas sim os motivos pelo qual qualquer comparação seja do time ou de nomes individuais me parece um pouco desigual.
em Bate-Papo da Torcida > A importante declaração do Guardiola e o que ela tem a ver com o...
Em resposta ao tópico:
Depois de golear o Newcastle, fora de casa, o Guardiola declarou:
- Um resultado excepcional. E um desempenho nada bom, especialmente no primeiro tempo. Tivemos sorte.
Um técnico já consagrado, vários títulos, líder no Inglês com uma série invicta histórica, mas que não se contenta com pouco. Exige o máximo, o melhor desempenho, não olha somente o resultado, que muitas vezes engana.
Ele faz parte de outro mundo do futebol atual, o do moderno, atualizado, sempre buscando crescer e evoluir, caçando a todo custo a proximidade da perfeição.
Já nós vivemos em outro planeta completamente oposto, o do medíocre, que vai empurrando com a barriga, a celebração pelo fraco e mediano, a contentação pelo comum e satisfação de achar saber de tudo, refutando o conhecimento, aumentar conceitos e expandir a mente.
Eu não estou fazendo uma comparação com nível de qualidade dos elencos europeus ou o dinheiro que gira por lá com os daqui, mas sim a mentalidade. Não à toa, Jorge Jesus, treinador do terceiro escalão na Europa, deitou e rolou em solo nacional. Cuca, considerado um dos melhores técnicos atuais brasileiros, caiu para o Raja Casablanca no Mundial de 2013, foi eliminado pelo Abel Ferreira na última Libertadores. A discrepância de entendimento e evolução tática é gritante.
E isso também vale para os nossos jogadores. Quando um treinador mais exigente pede mais empenho, dedicação, forma-se uma panela para derrubá-lo, e recebem várias vezes o apoio de diretorias tão atrasadas e tacanhas quanto. O atleta brasileiro também se acostumou com o medíocre. Por isso não revelamos mais craques como antigamente. O que temos hoje para o mundo, acima da média, é o Neymar, e todos sabemos a fama que ele criou.
Lá na Europa existe uma busca implacável e incessante pela excelência, de treinadores à jogadores em sua vasta maioria. No Brasil, o básico é incrível. Enquanto fazer quatro fora contra o Newcastle é motivo de críticas de seu treinador, aqui, pegando um exemplo nosso, vencer a rebaixada Chapecoense com um gol aos 52 minutos do segundo tempo jogando em casa é motivo de festa mesmo nós tendo um time infinitamente melhor. É normal o Fortaleza (comandado por outro estrangeiro, vale lembrar) terminar à nossa frente no Brasileirão. Seria como o Bournemouth no final da Premier League ficar acima do Manchester United ou Liverpool, ou o Alavés encerrar melhor colocado que o Barcelona ou Real. Acontece uma hecatombe nesses clubes. Aqui, está ótimo.
É triste, mas o futebol nacional, em todos quesitos e aspectos está muito, mas muito atrasado na mentalidade e forma de enxergar como o jogo evoluiu. Estacionamos no tempo, e se aparecer alguém para tentar mudar esse cenário, será engolido e queimado pela imensa maioria acomodada.
