Yuri Arjoni
Concordo plenamente com o post criado, eu deixei de ser sócio torcedor e deixei de ir aos jogos porque fica complicado pra mim, que é uma pessoa de classe média, comprar ingressos pra ir todo o domingo.
Discordo do termo 'elitização'. Vivendo num país como o Brasil, isso seria uma coisa que é praticamente impossível de se fazer. Acredito mais no termo 'lucratividade'. A entidade prefere ter 20 mil pessoas rendendo de 3 a 4 milhões por jogo, do que ter 35-40 mil torcedores rendendo os mesmos 4 milhões, isso porque os gastos em manutenção seriam maiores, consequentemente lucrando menos por partida.
Discordo totalmente dessa forma de pensar. Acredito que não só o Corinthians, mas o futebol em si necessita de uma união para cada clube. Sem o torcedor, não se faz um time, sem time não, faz competição.
em Estádio do Corinthians > Devolução das quinas/cantos da Oeste da Arena Corinthians (a luta...
Em resposta ao tópico:
Estamos reivindicando à Diretoria do Corinthians para devolverem as quinas e cantos da oeste para os setores norte e sul, no Pacaembu e em todos estádios são setores mais baratos que o setor central.
As quinas e cantos da oeste ficaram vazias nos 17 jogos na Arena Corinthians, com ingresso à R$ 200, só encherá em finais e olhe lá, nos demais jogos sempre ficarão vazias e não renderão nenhum centavo, só despesa com manutenção.
Os torcedores mais humildes não terão de onde tirar para pagar R$ 200, aqueles que possuem condições se recusam a pagar R$ 200 naquele setor, mesmo quando a ala oeste ficar totalmente concluída.
A política de ingressos caros em setores populares e o excesso de lugares nobres vai distanciar cada vez mais os torcedores do estádio que vão preferir ver os jogos pela TV, o público médio na Arena Corinthians tende a ficar abaixo de 25 mil por jogo para um estádio com capacidade alegada de 48 mil.
Nesse cenário a dívida nunca será paga, pois espaços vazios não geram receita com bilheteria e consumo dentro do estádio que terá receita somente para pagar os juros dos empréstimos bancários.
O estádio deve ser o retrato social do seu país, seus setores devem ser distribuídos proporcionalmente para pobres, classe média e ricos, atualmente há mais de 18 mil ingressos e excesso de espaços reservados para abastados que não estão comparecendo aos jogos, tornando a ala oeste um elefante branco para poucos.
É um grave erro acreditar que os ingressos caros não são vendidos somente por questão cultural ou de hábitos, ricos são poucos e o futebol pra eles é um tipo de entretenimento ocasional, frequentam o estádio de vez em nunca.
Corinthians é o Time do Povo, não acabem com isso, não transformem o Corinthians no Time de pouco$$$.
VAI CORINTHIANS!
