Victor Morkoski
Sempre fui defensor de que Garro e Coronado deveriam jogar juntos no Corinthians (ainda mais lembrando daquela infeliz declaração que Jadson e RA não podiam jogar juntos). E ainda sou, ainda acho que os dois jogando juntos podem formar o melhor meio campo do Brasil.
Mas depois dessas últimas atuações do Coronado eu me peguei pensando: será que precisa mesmo os dois juntos? Antes que me crucifiquem aqui, explico:
O Garro, assim como o Coronado fez nesses últimos dois jogos, corre MUITO, percorre o campo inteiro seja atacando, seja ajudando na marcação. Da mesma forma, ele é muito caçado em campo (se não me engano é disparado o jogador que mais recebe faltas, ou pelo menos um deles), e imagino que o Coronado mantendo esse nível de atuação também o será.
Estamos disputando 3 competições, com um elenco que vem se montando e encaixando aos poucos, com reforços de peso no meio e no ataque, precisando performar bem nas três frentes (vou ignorar os comentários dos papagaios da mídia marrom falando que o Corinthians tem que abandonar as copas) e em meio a numerosos desfalques por lesão e por suspensões.
Com isso em mente, a pergunta que fica é mais uma vez: precisa mesmo dos nossos dois melhores meias jogando juntos todos os jogos, todo o tempo? Será que se fizermos um rodízio entre os dois não conseguiríamos manter uma REGULARIDADE (palavra-chave para campeonatos longos como o Brasileirão, e importante quando se está batalhando em 3 frentes ao mesmo tempo), preservar dois dos nossos maiores ativos, garantir que eles estejam sempre frescos em campo e aptos a jogar o que sabem, e ainda assim manter a opção para alguns esquemas específicos - ou ao longo de alguns jogos - de colocar os dois juntos para aumentar o poderio ofensivo do time?
Reforço que não vejo problema em ver os dois jogando juntos, pelo contrário: acho que jogando o que sabem formam o melhor meio-campo do Brasil. Mas talvez como estratégia e planejamento faça mais sentido adotar uma espécie de revezamento.








