Post de Phil no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Phil Corintiano
Com 31 milhões amortizamos 51 milhões, a dúvida já caiu de 710 para 659 milhões.
Incrível.
No ritmo das doações desse mês, se continuar assim até maio de 2025, faremos 210 milhões, imaginando 35 milhões por mês em 6 meses. Pode ser um pouco menos, estamos em 33 milhões, acho difícil bater 35 ainda esse mês.
Em resposta ao tópico: "Financiamento da Arena: entendendo a situação do saldo após cada amortização"
Como desconheço as condições do financiamento da construção da Neo Química Arena, eu estaria sendo leviano se dissesse algo a respeito das particularidades do contrato, no entanto, em termos de matemática financeira, o raciocínio demonstrado a seguir se aproximará bastante da evolução de um saldo devedor.
Inicialmente é necessário comentar que em uma situação real, além de juros é cobrado o IOF (diluído no financiamento, o que o encarece mais ainda) e dependendo da situação, há ainda taxa de contrato e até seguros (as famigeradas taxas embutidas).
Ignorando custos tributários e eventuais encargos adicionais, foi montada a próxima tabela simulando um financiamento de R$ 10.000,00 à taxa de 1% ao mês pelo Sistema Francês (ou Sistema Price) a pagar em 10 parcelas mensais fixas de R$ 1.055,82:
Por este tipo de cálculo de matemática financeira, muito utilizada em empréstimos bancários ou compras a prazo em várias lojas varejistas que conhecemos, as parcelas são fixas e a cada pagamento, uma parte vai para os juros e o restante é destinado a amortizar o valor principal da dívida; ao observar a escala de cores em cada período, percebe-se que a cada parcela paga os juros diminuem enquanto as amortizações aumentam.
Por regra, considerando que juros são a remuneração do capital do credor, significa que quando é feita uma amortização, automaticamente o capital em uso diminui e consequentemente o valor dos juros diminui, ao mesmo tempo em que os juros previstos para o futuro ainda não incorreram porque juros se formam com o passar do tempo.
Ocorre que desde a contratação, como o Corinthians somente pagou juros (sem falar de renegociação com carência capitalizada), o saldo devedor continuava altíssimo justamente por falta de amortização do principal.
Enfim, visto que a quantia arrecadada pela campanha da Gaviões da Fiel pelo site é destinada sobretudo à amortização do financiamento, explica-se o fato do saldo devedor em cada 'bloqueto pago' diminuir mais que os 710 milhões diminuídos dos pagamentos parciais.
VAI Timão!








