Dayvid Rodrigues
Salve, Nação Corinthiana!
Como mencionei no ano passado, minha preocupação com o técnico Ramon permanece. Ele demonstra dificuldades em armar o time para jogos cruciais e, quando precisamos de uma virada, suas decisões parecem piorar a situação. Apesar de algumas vitórias, o time sofre gols em grande parte das partidas, o que é inaceitável. A desorganização é evidente, e contra adversários mais fortes, o time encontra dificuldades.
O elenco não é ruim, mas o técnico não consegue definir um esquema tático eficiente, tanto com a bola quanto sem ela. A defesa sofre com espaços e a marcação aérea é falha. Em campo, a falta de clareza sobre as funções de cada jogador prejudica o desempenho coletivo, sobrecarregando alguns atletas. Memphis atua como meia ou atacante? Garro deve marcar ou ter liberdade no meio-campo? Essas são questões que precisam ser respondidas.
Reafirmo minha opinião de que seria melhor ter mantido o técnico anterior, que cumpriu o objetivo de tirar o time da zona de rebaixamento. Deveríamos ter contratado um profissional mais experiente para organizar o time e posicionar os jogadores em suas funções ideais.
A escalação com três zagueiros contra o Barcelona foi um erro grave, que expôs a fragilidade da defesa e contribuiu para a derrota. Essa não foi a primeira vez que Ramon tomou decisões questionáveis. Quem se lembra da formação experimental contra o Flamengo na Copa do Brasil? Ramon parece preso a um esquema tático único e não demonstra a versatilidade necessária para comandar o Corinthians.




