Dhinho Santos
Uma coisa que me chama a atenção no Ramon e sua comissão técnica é a falta de utilização da base. Ele demonstra sempre preferir seus “escolhidos”, aqueles que sabemos que entrarão em todos os jogos.
Talles Magno é um exemplo claro de jogador com potencial, mas a preferência segue sendo Romero.
Mas, sigamos em frente… Voltando ao tema principal.
Recentemente, tivemos algumas receitas com jogadores da base, alguns deles eram incógnitas devido à oscilação natural no processo de adaptação ao profissional. Algo que sabemos fazer parte do desenvolvimento.
Sem dúvida, a base do Corinthians tem sido constantemente criticada, seja pelas contratações sem critério, seja pelo time que, volta e meia, deixa a desejar.
Falando das revelações recentes, houve até uma matéria do Meu Timão destacando o papel de Luxemburgo na descoberta, mesclagem e desenvolvimento de novos talentos. Alguns vieram a se tornar grandes joias, como Murillo; outros, nem tanto, como Matheus Araújo.
O problema é que de nada adianta toda formação de anos em na base e no futuro não dar oportunidades reais. No fim, ele não vinga, não por falta de talento, mas por falta de espaço. Não podemos esquecer que a venda de jogadores formados em casa poderia ajudar a quitar a nossa Arena.
Sejamos honestos: na base não há jogadores no mesmo nível ou até superiores a Hugo? Se a resposta for não, então para que manter a estrutura? Apenas como marketing para dizer que formamos talentos para outros clubes?
Já passou da hora de a diretoria e a comissão técnica mudarem essa mentalidade. Profissionalizar a base e valorizá-la traria bons retornos, muito mais do que insistir nos mesmos jogadores que já sabemos que não vingarão.
Muitos jovens que estão lá certamente correriam e mostrariam seu valor no profissional, se tivessem chance.
Se jogadores do sub-17 e sub-20 não são capazes de atuar nem mesmo no Campeonato Paulista, então não faz sentido algum mantê-los.
