Valter Ekert
O ano era 1995. Eu tinha apenas 10 anos de idade e estava acompanhando a final da Copa do Brasil entre Corinthians e Grêmio. Até então, eu “torcia” para o Internacional, muito mais por influência do meu pai do que por convicção. Naturalmente, naquele momento, torceria contra o Grêmio.
Porém, antes das finais, alguns primos meus — gremistas fanáticos — começaram a me provocar dizendo que o Grêmio iria golear o Corinthians e levantar o troféu com direito a muitas caixas de foguetes para comemorar. Aquilo me incomodou tanto que resolvi, com toda a força de um menino de 10 anos, torcer fervorosamente para o Corinthians. E o mais curioso: tive o apoio do meu pai, um colorado declarado, que também não queria ver o Grêmio campeão.
E não é que deu certo? O Corinthians conquistou o título! A partir daquele momento, nasceu uma paixão verdadeira. Ainda em 1995, o Timão levantou também o título do Campeonato Paulista sobre o Palmeiras — o que me deu a chance de provocar alguns amigos palmeirenses da escola.
Daquele primeiro ano como torcedor, com dois títulos e muitas emoções, nunca mais larguei o Corinthians. E o resto... é história.
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