Bryan Ferst
Respeito sua opinião, mas não concordo. Acho o time muito mal treinado, sem alternativas e sem composição. Contudo vejo que não é uma proposta errada utilizar as lideranças e forças de jogadores individualmente, mas vejo sim que momentos mais decisivos e maiores tem aparecido muito mais atitude de Memphis e companhia do que variações em campo. Vejo um choro incessante por reforços, mas não o vejo aproveitando o que poderia aproveitar melhor. Sua solidez defensiva esta condicionada a sentar a bunda perto do goleiro e travar o adversário preenchendo o campo, mas quando tem a bola, vive de lançamentos longos para tentar achar escapadas de um ou outro. Contra o Palmeiras foi muito disso, poucas alternativas e um erro dando o contra-ataque. Não estou aqui passando pano para erro de jogador, mas as faltas de opções pela pouca mobilidade também comprometem. Vejo o Dorival um técnico de pouca variação e de jogo travado, não tido o mérito dele em copas, taças que conquistou junto, mas a equipe esta longe de ser sólida e apresentar um futebol minimamente constante. Quanto a solidez mencionada, não podemos esquecer o jogo em Bragança, um baile. Mas seguimos, porque enquanto a multa for esse absurdo como outros feitos por Duílio e Augusto, temos que ir tocando o barco e buscando ajustes gradativos.
Aqui faço uma ressalva ao Presidente Osmar, que esta me surpreendendo e muito, sem dúvidas o presidente menos fanfarrão dos últimos tempos, menos popular mas o mais comprometido com o clube até então.
em Bate-Papo da Torcida > A grande verdade sobre Dorival Júnior
Em resposta ao tópico:
Se tem uma coisa que dá para dizer sobre o Dorival Jr. No Corinthians é que ele entende o valor do básico bem feito. É o técnico do “feijão com arroz”, mas daquele bem temperado: organiza o time, ajusta as linhas, dá equilíbrio. Não chega prometendo espetáculo nem revolução da noite para o dia. O trabalho dele é construção tijolo por tijolo.
Com tempo e peças de reposição, consegue deixar a equipe redonda, competitiva e difícil de ser batida. Pode até não encantar em todos os jogos, mas também não vira presa fácil. Esse ano o Corinthians parece ser um time mais estruturado, cascudo, que sabe sofrer quando precisa e que raramente se perde em campo.
É verdade que, em alguns momentos, parece segurar demais o time quando poderia “matar” o jogo. Existe ali uma certa cautela, às vezes até uma teimosia. Mas essa postura também revela coerência: ele não trabalha no 8 ou 80. Prefere solidez a aventura. E, convenhamos, depois de anos de instabilidade, organização é um baita ponto de partida.
Os títulos recentes deram fôlego e tranquilidade para o trabalho continuar evoluindo. Confiança no ambiente faz diferença, e Dorival mostrou que sabe ganhar o vestiário, algo essencial no futebol atual.
A sensação é de que teremos uma temporada mais competitiva do que as últimas. Sem promessas mirabolantes, mas com consistência. E quando há estrutura, união e direção clara, os canecos deixam de ser sonho distante e passam a ser consequência. Que venham mais conquistas.

