Marlon Figueiredo
Um requerimento protocolado nesta terça-feira (24) no Ministério Público de São Paulo pede a abertura de investigação e eventual intervenção judicial no Sport Club Corinthians Paulista. O documento aponta um cenário de “instabilidade institucional grave e persistente” dentro do clube.
A solicitação foi apresentada por um associado, que alega reiteradas violações ao estatuto social, conflitos entre órgãos internos e decisões administrativas tomadas à margem das regras institucionais. Segundo o texto, a situação compromete a capacidade de autogoverno da entidade.
Crise institucional e irregularidades
Entre os principais pontos levantados está a frustração da votação do novo estatuto do clube, que, de acordo com o requerimento, não foi concluída de forma regular pelo Conselho Deliberativo. O episódio é descrito como sinal de “paralisia decisória” e possível obstrução de uma deliberação estrutural importante.
Outro fato destacado é o afastamento do presidente do Conselho Deliberativo, considerado irregular pelo autor do pedido. A convocação da reunião que resultou na decisão teria ocorrido em desacordo com o estatuto, o que, segundo o documento, gera nulidade do ato.
O requerimento também aponta um “esvaziamento qualificado” da reunião. Dos cerca de 300 conselheiros, apenas aproximadamente 130 participaram da votação. Além disso, a própria secretária do Conselho teria se retirado do encontro após manifestar discordância quanto à legalidade da convocação.
Padrão de ilegalidades
O texto sustenta que os episódios não são isolados, mas fazem parte de um padrão de condutas irregulares dentro do clube. Entre os problemas citados estão:
Violações recorrentes ao estatuto social;
conflitos internos frequentes;
decisões sem respaldo institucional;
ausência de mecanismos eficazes de correção interna.
Para o autor, esse conjunto de fatores evidencia uma ruptura da legalidade interna e afasta a tese de que se trata apenas de disputas políticas.
Ministério Público já acompanha caso
O documento menciona que o Ministério Público, por meio do promotor Cássio Conserino, já havia apontado anteriormente irregularidades na gestão do clube. Agora, o pedido é para que os fatos recentes sejam analisados em conjunto com os já conhecidos.
Pedido de intervenção
Diante do cenário descrito, o requerimento solicita:
Abertura de procedimento investigatório;
Análise integrada dos fatos antigos e recentes;
Adoção de medidas para restaurar a legalidade estatutária;
Eventual intervenção judicial no clube, caso seja comprovada a incapacidade de autogoverno.
Até o momento, o clube não se manifestou oficialmente sobre o pedido.
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