Post de Moses no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Não é nenhum segredo amigo, eles falam abertamente que diferença deles para o restante dos clubes é a administração. Eles criticam abertamente clubes como o Corinthians que não trabalham para o clube e sim por se próprio. Os títulos, jogadores e dinheiro são apenas consequência da administração.

Em resposta ao tópico: "O segredo do Flamengo"

Pode doer admitir isso sendo corinthiano, mas talvez o maior segredo do Clube de Regatas do Flamengo não esteja apenas na torcida, nos títulos ou no dinheiro que entra. O segredo está em quem administra o clube.

Enquanto muitos clubes brasileiros ainda funcionam como extensões de grupos políticos, favores internos e amadorismo histórico, o Flamengo decidiu tratar o futebol como uma grande corporação internacional. E isso muda absolutamente tudo.

Você olha os nomes que passaram ou passam pela gestão do Flamengo e parece conselho administrativo de multinacional:

Fábio Coelho, ex-presidente do Google Brasil;

Luiz Eduardo Baptista, executivo que passou por gigantes como Lojas Americanas e SKY;

Flávio Willeman, procurador do Estado do Rio;

Cláudio Pracownik, ligado à Bolsa de Valores do Rio;

Mário Sampaio, ex-diretor da Rede D’Or.

E esses são apenas alguns exemplos.

No Flamengo, a impressão é que os dirigentes são escolhidos como se estivessem montando a diretoria de uma holding bilionária. Existe governança, auditoria, cobrança, metas, profissionalismo e assessoria de multinacionais que literalmente aprovam ou rejeitam as contas do clube. O Flamengo passou a funcionar como empresa de alto nível, mesmo continuando associação esportiva.

Enquanto isso, olhando para o Sport Club Corinthians Paulista, a sensação é de tristeza. E aqui não se trata de desmerecer ninguém pela origem ou profissão. Trabalho digno é trabalho digno. Não existe vergonha em ser comerciante, donodono de oficina ou pequeno empresário. Muito pelo contrário.

Mas a diferença de trajetória e qualificação administrativa entre os grupos que comandaram os clubes é gritante.

Enquanto o Flamengo montava gestões com executivos vindos de Google, mercado financeiro, grandes hospitais e multinacionais, o Corinthians era conduzido por figuras como:

Andrés Sanchez, ex vendedor no Brás;

Alberto Dualib, dono de papelaria;

José Masur, dono de pequena oficina mecânica;

Augusto Melo, ligado ao ramo de garagens e estacionamento.

Novamente: isso não diminui o esforço ou a história pessoal de ninguém. Mas administrar um dos maiores clubes do planeta exige preparo compatível com o tamanho da instituição. O futebol moderno virou uma indústria bilionária. Hoje um clube movimenta cifras, contratos, marketing, mídia, compliance, auditoria e operações internacionais comparáveis às de grandes empresas.

E talvez seja exatamente aí que o Flamengo abriu a distância.

Porque dinheiro, torcida e marca o Corinthians também tem. O que falta é gestão do tamanho do clube. O Flamengo entendeu antes dos outros que futebol moderno não se vence só no campo. Se vence em planilha, governança, marketing, inteligência financeira e profissionalização extrema.

O mais doloroso para o corinthiano não é ver o Flamengo rico. É perceber que o Corinthians poderia estar exatamente no mesmo patamar — ou até acima — se tivesse sido administrado com o mesmo nível de profissionalismo nas últimas décadas.

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