Antonio Candida
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Corinthians, time do povo.
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Antonio postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "O segredo do Flamengo"
há 3 semanas
detalhes do postPode doer admitir isso sendo corinthiano, mas talvez o maior segredo do Clube de Regatas do Flamengo não esteja apenas na torcida, nos títulos ou no dinheiro que entra. O segredo está em quem administra o clube.
Enquanto muitos clubes brasileiros ainda funcionam como extensões de grupos políticos, favores internos e amadorismo histórico, o Flamengo decidiu tratar o futebol como uma grande corporação internacional. E isso muda absolutamente tudo.
Você olha os nomes que passaram ou passam pela gestão do Flamengo e parece conselho administrativo de multinacional:
Fábio Coelho, ex-presidente do Google Brasil;
Luiz Eduardo Baptista, executivo que passou por gigantes como Lojas Americanas e SKY;
Flávio Willeman, procurador do Estado do Rio;
Cláudio Pracownik, ligado à Bolsa de Valores do Rio;
Mário Sampaio, ex-diretor da Rede D’Or.
E esses são apenas alguns exemplos.
No Flamengo, a impressão é que os dirigentes são escolhidos como se estivessem montando a diretoria de uma holding bilionária. Existe governança, auditoria, cobrança, metas, profissionalismo e assessoria de multinacionais que literalmente aprovam ou rejeitam as contas do clube. O Flamengo passou a funcionar como empresa de alto nível, mesmo continuando associação esportiva.
Enquanto isso, olhando para o Sport Club Corinthians Paulista, a sensação é de tristeza. E aqui não se trata de desmerecer ninguém pela origem ou profissão. Trabalho digno é trabalho digno. Não existe vergonha em ser comerciante, donodono de oficina ou pequeno empresário. Muito pelo contrário.
Mas a diferença de trajetória e qualificação administrativa entre os grupos que comandaram os clubes é gritante.
Enquanto o Flamengo montava gestões com executivos vindos de Google, mercado financeiro, grandes hospitais e multinacionais, o Corinthians era conduzido por figuras como:
Andrés Sanchez, ex vendedor no Brás;
Alberto Dualib, dono de papelaria;
José Masur, dono de pequena oficina mecânica;
Augusto Melo, ligado ao ramo de garagens e estacionamento.
Novamente: isso não diminui o esforço ou a história pessoal de ninguém. Mas administrar um dos maiores clubes do planeta exige preparo compatível com o tamanho da instituição. O futebol moderno virou uma indústria bilionária. Hoje um clube movimenta cifras, contratos, marketing, mídia, compliance, auditoria e operações internacionais comparáveis às de grandes empresas.
E talvez seja exatamente aí que o Flamengo abriu a distância.
Porque dinheiro, torcida e marca o Corinthians também tem. O que falta é gestão do tamanho do clube. O Flamengo entendeu antes dos outros que futebol moderno não se vence só no campo. Se vence em planilha, governança, marketing, inteligência financeira e profissionalização extrema.
O mais doloroso para o corinthiano não é ver o Flamengo rico. É perceber que o Corinthians poderia estar exatamente no mesmo patamar — ou até acima — se tivesse sido administrado com o mesmo nível de profissionalismo nas últimas décadas. -
Antonio comentou no post: "A fórmula ideal para o Corinthians derrotar o Flamengo"
há 5 meses
detalhes do comentárioContra um adversário mais técnico como o Flamengo, o Corinthians precisa jogar com pragmatismo e inteligência, respeitando sua própria tradição. O foco deve estar na organização defensiva, com linhas compactas e proteção do setor central, obrigando o Flamengo a atacar pelos lados e reduzir sua fluidez ofensiva. Não é um jogo para sair pressionando de forma desordenada, mas para marcar em bloco, com disciplina e equilíbrio.
Com a bola, o Corinthians deve ser objetivo. Ao recuperá-la, a transição precisa ser rápida e vertical, explorando os espaços deixados pelo adversário e buscando finalizar com poucos toques. A bola parada ganha importância estratégica, já que em jogos equilibrados costuma decidir o resultado. Acima de tudo, é essencial manter o controle emocional, evitar erros individuais e diminuir o ritmo da partida, pois quanto mais truncado e físico for o jogo, maiores são as chances de o Corinthians competir de igual para igual e sair com um bom resultado. -
Antonio postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Olha a solução desse doente"
há 9 meses
detalhes do postMoratória não é calote: é estratégia
Quando um dirigente propõe uma moratória, não está sugerindo um calote, mas sim um instrumento estratégico comum no mundo empresarial e até governamental. Moratória significa adiar temporariamente o pagamento de dívidas, criando espaço para reorganizar prioridades e fortalecer áreas vitais da instituição.
No caso de um clube de futebol, isso pode significar investir em:
Contratação de jogadores e estrelas, que aumentam bilheteria, marketing e atraem novos patrocínios.
Descoberta e formação de jovens prodígios, que podem render retorno milionário em futuras transferências.
Estruturação organizacional, tornando o clube mais competitivo dentro e fora de campo
O próprio Brasil já viveu algo semelhante. Durante o governo de Juscelino Kubitschek, o país entrou em moratória com o FMI. Em vez de ser um fracasso, essa decisão permitiu o direcionamento de recursos para projetos estruturantes: a construção de Brasília, a expansão rodoviária e a instalação de grandes montadoras de automóveis.
O resultado foi um crescimento econômico sem precedentes? Um marco até hoje lembrado como símbolo de ousadia e visão de futuro.
Aplicando a analogia: se o Corinthians interrompe temporariamente o pagamento de parte de suas dívidas, não é porque ignora suas obrigações, mas porque deseja ganhar fôlego para investir no crescimento.
Essa estratégia bem calculada pode trazer resultados como:
Elevação do valor da marca.
Maior poder de barganha em patrocínios.
Recuperação de protagonismo esportivo.
Retorno financeiro maior no médio prazo.
Portanto, a proposta deve ser entendida não como falta de compromisso, mas como gestão de prioridades. Trata-se de direcionar investimentos para gerar receita futura e, assim, pagar dívidas com mais solidez e estabilidade. Quando voltar a cumprir suas obrigações, o clube estará mais forte. -
Antonio postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Naming rights"
há 9 meses
detalhes do postCara, entendo tua indignação, porque olhando de fora parece mesmo um desperdício. O Corinthians tem tudo o que você falou: é gigante, está na maior metrópole da América Latina, tem eventos internacionais e uma das maiores torcidas do mundo. Só que o problema vai além do campo.
Hoje o clube vive uma crise de identidade e de gestão. O investidor ou patrocinador não quer apenas que o time ganhe, ele quer segurança de imagem: um clube que honra compromissos, que não se envolve em escândalos e que não passa a sensação de estar ligado a máfias ou negócios nebulosos. Enquanto isso não estiver limpo, fica difícil pedir a tal? Montanha de dinheiro? Que todo mundo acha que o Corinthians merece.
Se olhar para o Flamengo, vai ver o contraste. Lá eles passaram por uma reestruturação pesada, com gestão séria, foco em pagar dívidas e planejamento de longo prazo. O resultado foi que, quando o time voltou a vencer, já existia confiança no mercado para colocar dinheiro.
Ou seja, o Corinthians precisa primeiro se arrumar por dentro: organizar as finanças, mostrar seriedade, transparência e responsabilidade. Aí sim, com a força da torcida e o tamanho do clube, o dinheiro vai voltar a fluir naturalmente. -
Antonio postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "800 milhões pelo Naming Rights da Arena é desespero."
há 9 meses
detalhes do postSe irmos mais além iremos observar que nos EUA e na Europa a um aceno para uma recessão econômica (diminuição da economia) e por sua vez do credito com juros mais alto. É melhor o Corinthians agarrar um passarinho voando do que tentar pegar os dois em tempos de incerteza. 800 milhões por 20 anos é sim um bom negócio e muito superior ao que o Corinthians recebe atualmente (300) e a todos os outros estádios que tem naming rights no Brasil.
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Antonio postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Naming Rights e renovação do Master será nosso recomeço"
há 9 meses
detalhes do postCorinthiano é assim: sonha com 100 milhões, acorda com 100 boletos
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Antonio postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "O melhor caminho seria a AUSTERIDADE TOTAL"
há 9 meses
detalhes do postEu entendo querer a austeridade fiscal, mas não pode ser a todo e qualquer custo. Se formos para a série B, os caixas esvazia pois nenhuma empresa quer associar o nome Corinthians com um time na série B. Creio que é possível montar time competitivo sem gastar muito. Podendo equilibrar a receita e a despesa.
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Antonio postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Flamengo muito próximo de ser o que é o Corinthians"
há 9 meses
detalhes do postSe é um time no Brasil que só depende de si para ser o maior é o Corinthians. Temos orçamento, torcida, sede na maior cidade da América Latina, uma torcida apaixonada... Então o que nos falta? Nos falta administração, pessoas com visão empresarial que tratem o Corinthians com a responsabilidade que o time merece. A torcida, paciência para saber que não podemos construir um castelo da noite para o dia e temos que fazer nossa parte incentivando os nossos dirigentes mas cobrando responsabilidades. Aí sim.. Seremos o maior time do hemisfério sul!
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Antonio postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "O Fracasso da campanha de quitação da Arena"
há 1 ano
detalhes do postNão creio que seja fracasso, só não pode ser vista como a solução. É uma ajuda principalmente pelo caráter simbólico que reveste. Mas não irá resolver o problema. A solução passa por um plano financeiro de longo prazo e com taxas de juros menores.
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Antonio postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Se alguém te perguntasse, você saberia responder o porquê da sua torcida para o Corinthians?"
há 1 ano
detalhes do postMuito da minha torcida vem de herança de meu pai, de meus tios e boa parte de minha família. Daí assistindo com eles, sentindo o clima dentro de casa, cada gol cada alegria, mas também as cores e a tradicao do Corinthians.