Eduardo Nogueira
O torcedor também tem certa responsabilidade, é só ver aqui quanta gente ainda apoia irresponsabilidades como renovar com o Memphis, e não estou questionando a questão técnica dele, apenas que ele nunca coube no nosso orcamento. Outro exemplo foi a venda do André, tão necessária para termos capital de giro, melar por pressão da torcida.
Enquanto o Corinthiano não aceitar que o remédio é amargo (corte de custos, elenco limitado, austeridade), vamos continuar com essa agonia até o clube ficar totalmente insolvente.
em Bate-Papo da Torcida > Terceiro transfer ban - Fundo do poço
Em resposta ao tópico:
Corinthians seguiu a cartilha de como falir um clube perfeitamente por anos. Diria que desde a construção da Arena, que deveria ser um marco para o clube se profissionalizar, ali foi o começo. Fez uma dívida tremenda e continuou gastando como se nada tivesse acontecido.
Depois, todo início de ano, a administração faz um orçamento (só para dizer que fez), contando com vendas e premiações milionárias que, obviamente, não são garantidas. Além de não conseguir realizar as arrecadações previstas, acaba gastando muito mais do que o planejado devido às demissões de treinadores (multas) e aos processos perdidos por causa de calotes. Assim, todo ano temos déficit fiscal e uma dívida crescendo de maneira exponencial.
Agora, com quase R$ 3 bilhões em dívidas, três transfer bans e, segundo reportagem, um impedimento de seis meses para realizar novas contratações, quem sabe agora, forçadamente, venha uma reestruturação de verdade.
Sinceramente, o mais provável é que tenhamos um ano pífio, pressão da torcida em cima do presidente e, assim que o ban cair, ele saia contratando e gastando pra caramba, como de costume. Aí o ciclo só vai continuar. Mas sonhar não paga nada.
