Rafael Marques
O problema não é o time, e sim o elenco..
Rodriguinho, que está pra ganhar a bola de ouro no fim do ano, era reserva daquele time..
Romero também..
Arana, teve um momento que o Uendel ficou um bom tempo parado, entrou o Arana e jogou até mais, e hoje?, Moisés faria isso?
Tinha Luciano ainda além do Love, que em 2015, antes de se machucar, ajudou pra caramba o time na reta final do primeiro turno...
Pra mim, a diferença está aí, sendo um campeonato à longo prazo em que precisamos de elenco forte e homogêneo..
Por isso deposito mais esperanças na Sul-americana, nosso time, jogando assim, é perfeito pra Sul-americana...
em Bate-Papo da Torcida > Nosso time é tão fraco no papel como dizem? A diferença entre 2015 e...
Em resposta ao tópico:
Pra quase todo programa esportivo o Corinthians vem sendo o time que 'não é muito bom no papel mas na prática está se mostrando muito bem'. A questão é que estão puxando tanto a sardinha pra contrações que tem mais nome do que bola (como o tal do Pratto que passou o campeonato passado todo na reserva do Atlético-MG com míseros 5 gols) mas ignoram que muitas vezes tá faltando peças em outras posições.
Em 2015 tínhamos um time que vinha bem formado desde 2014 mas que começou a ser desfalcado por velhos medalhões e já começamos a ser tachados como prováveis rebaixados. Sabemos que foi totalmente o oposto. Decidi então fazer um comparativo jogador a jogador do time atual para o de 2015 para vermos se a diferença é tão gritante assim.
Cássio 2015 vs Cássio 2017
Poderia simplesmente dizer que é o mesmo jogador, mas acho que vai além disso. O Cássio que começamos o Brasileirão de 2015 foi o Cássio que entregou a pamonha de forma vergonhosa para o Guarani-PAR e que, apesar de algumas atuações acima da média como contra o Avaí, passou boa parte do campeonato questionado se não deveria ser substituído pelo Walter que estava entrando melhor. Acabou que isso não interferiu e o time jogou muito bem com Cássio lá atrás, mesmo não tão seguro. Já hoje vejo um Cássio bem mais dedicado e seguro no gol. Claro, ainda não é confiável em disputa de pênaltis, mas acho que desde 2012 não via o Cássio tão seguro e pouco questionado. Ponto à favor para o Cássio 2017.
Gil/Felipe vs Pablo/Balbuena
Caso bem complicado, pois temos nossos 2 zagueiros ameaçados e que podem ir embora e não dá pra confiar na nossa diretoria mas, se nada der errado, temos uma ótima zaga. Em 2015 já tínhamos Gil que se firmou como zagueiro em 2013 e 2014 e que conseguiu tirar espaço de nomes como Chicão e Paulo André pelo caminho. Do outro lado o Felipe, que junto ao Guilherme Andrade foi de longe nosso pior jogador em 2014 e que nós mal queríamos ver pintado de ouro mas, por ironia do destino, começou 2015 com um futebol muito bom e que não deu a mínima chance para o Edu Dracena se firmar. Era a dupla do xerifão totalmente seguro e de um jovem que estava cada vez mais evoluindo. Nesse ano temos uma situação bem parecida, com Pablo em poucos meses conseguindo o título de xerife e o questionado Balbuena (não tanto quanto Felipe, pois fez um ótimo Paulistão 2016) fazendo uma bela dupla. Arrisco dizer que tá no mesmo nível.
Fagner/Uendel vs Fagner/Arana
Não noto tanta diferença no Fagner nesses anos, se mantem seguro, peça fundamental. Uendel jogou um ótimo campeonato, mas vale lembrar que só jogou cerca de metade dele pela série enorme de lesões que sofreu e que era substituído por... Guilherme Arana. Apesar daquela entregada contra o Sport que por sorte conseguimos vencer, logo conseguiu mostrar seu talento e para muitos já deveria ter substituído o Uendel naquela época. Hoje Arana foi passado como substituto imediato e já se mostrou mais decisivo que Uendel. Ponto à favor de 2017.
Ralf/Elias vs Gabriel/Maycon
Ralf é indiscutível um dos maiores ídolos da história do time e, mesmo velho, era a peça fundamental para segurar a defesa em 2015. Quando perdemos ele ano passado, nossa defesa virou um desastre mas, com a entrada do Gabriel, voltamos aos trilhos. Elias em 2015, mesmo fazendo seus gols, ainda estava longe do Elias de 2008 a 2010, o que irritou boa parte da torcida, mas era um defensor seguro. Maycon vem se aprimorando, teve um bom campeonato pela Ponte ano passado e aqui apresenta poucas falhas. São 2 jovens contra 2 medalhões, com Gabriel sendo um pouco perigoso pelas entradas fortes que podem render alguma expulsão pra ele em algum jogo importante, coisa que dificilmente rolaria com o Ralf. Estamos muito bem servidos, mas até pela história dos 2, a dupla de 2015 era mais forte.
Jadson/Renato Augusto vs Jadson/Rodriguinho
Particularmente acho que o Jadson já se recuperou bem e vem se mostrando o mesmo de 2015, jogando em ótimo nível. Agora vem uma comparação bem complicada que é entre o RA e o Rodriguinho. Renato já tinha se estabelecido em 2014 aonde, segundo o Mano, precisava jogar no lugar do Jadson, com os 2 não podendo fazer dupla. Os 2 arrebentaram juntos, com Renato sendo um armador de jogadas primoroso e que segurava a bola na frente. Rodriguinho também era daquele elenco e, apesar de entrar mal quando jogava na posição dos 2, era um ótimo substituto do Elias. Agora o Rodriguinho é outro e se mostra extremamente poderoso e decisivo no ataque e que está fazendo uma dupla primorosa com Jadson. No papel mesmo, a dupla de 2015 era melhor, mas vendo em campo não parece tão diferente.
Malcom vs Romero
Malcom foi o braço direito do Guerrero durante boa parte de 2014 e assim se manteve com Love em 2015. Era um jogador que sabia trabalhar bem para servir os atacantes principais, mas passou boa parte questionado, chegando a ser trocado pelo Rildo mas em seguida retornando (após Rildo se machucar com 1 minuto de jogo contra o Joinville em Itaquera). Não era fazedor de gols, mas nunca deixou o Romero ameaçar sua titularidade. Hoje sobrou para o Romero, o eterno reserva daquele time, cumprir a função. Segundo o próprio, o que sempre faltou pra ele foi sequência e realmente ela rendeu alguns resultados com ele superando o Guerrero na artilharia da Arena. Mesmo assim é um atacante limitado, mas que com sua raça consegue ajudar nas laterais e dar apoio no ataque. Mas claro, no papel, ponto para 2015.
Love vs Jô
Sinceramente, pra mim a comparação mais fácil. Love chegou aqui e bem... Teve sim uma enorme sequência logo que chegou. Enquanto Sheik e Guerrero ficavam focados na Libertadores, Love e Malcom ficavam cuidando de jogos menores do Paulista e, mesmo assim, Love só desencantou perto do fim do Paulista e contra times fugindo contra o rebaixamento. Só foi fazer gol em time grande após várias rodadas do Brasileirão contra o Inter, num lance que poderia facilmente ter sido finalizado pelo Renato Augusto. Chegou a perder titularidade para o Luciano e só conseguiu desencantar no segundo turno virando vice-artilheiro do Brasileirão. Já Jô, apesar de no começo ser visto como dúvida, talvez pela enorme pré-temporada ainda em 2016, já chegou estreando com gol (mesmo que de pênalti) e, mesmo com algumas dificuldades (como o pênalti perdido contra o Santo André), chegando a perder titularidade de 2 jogos para o Kazim, logo mostrou seu potencial matando de vez o Luverdense na Copa do Brasil e fazendo gol em todos os nossos clássicos, além de decisivo contra Ponte Preta e LaU. Jô vem entrando com moral muito mais forte que de Love para o Brasileirão, então ponto forte à favor de 2017.