Freddy "mito"
Prefiro esse mito
Estátua de Perseu com a cabeça de Medusa
O mito da Medusa se entrecruza com outro bem conhecido, o de Perseu. Segundo o mito, ela foi decapitada pelo herói, o qual lutou com a Górgona olhando apenas o seu reflexo no escudo polido.
Ao decapitá-la, algo inusitado ocorreu: duas criaturas nasceram, pois Medusa estava grávida de Poseidon. Assim, surgiram o cavalo alado Pégaso e o gigante dourado Crisaor.
Não foi só isso: Perseu notou que de uma veia do monstro jorrava um veneno mortal e, na outra, o elixir da vida eterna.
Por fim, após utilizar a cabeça decapitada como arma para vencer seus inimigos, o herói entregou o artefato para Atena, a qual fixou-o no escudo do guerreiro, criando assim o poderoso Aegis.
em Bate-Papo da Torcida > O mito da camisa 9 do Corinthians
Em resposta ao tópico:
Neco, o líder do ataque do Corinthians nas décadas de 1910 e 1920 (e a foto que eu uso no cadastro). Baltazar, o cabecinha de ouro, centroavante do ataque centenário do título de 1954. Geraldão, o quase-gol dos anos 1970. Casagrande, o jovem rebelde da Democracia Corinthiana, vindo de berço alvinegro. Paulo Sérgio Rosa, o Viola, maior atacante do time entre os anos 1980 e 1990. Donizete Pantera, contratado em 1997 para comandar o ataque daquele time montado pelo Excel Econômico ao lado de Túlio (que vestia a 12, porque 'o Excel dava 12 dias sem juros no cheque especial'). Mirandinha, vindo do Paysandu, vestiu a 9 em 1998, mas o centroavante quase-titular era Dinei, o bom e velho. Fernando Baiano, cria do terrão, foi artilheiro do time na Libertadores em 1999. Deu lugar a Luizão, que ficou até 2001. Em 2002 a nossa 9 ficou com Guilherme, vindo do Atlético Mineiro. Ficou só 6 meses, passando a camisa a Liédson (2003,2009-2012). Nilmar vestiu a camisa e cansou de estufar as redes em 2005 e 2006, mas causou uma sangria nas finanças do clube e possibilidade de sanções da FIFA por causa do calote no pagamento ao Lyon. Turvos tempos da MSI. Melhor não comentar sobre Finazzi e Clodoaldo. Herrera era um excelente atacante (pra mim), embora vestisse a 17.E veio Ronaldo. E Liédson novamente. E Guerrero.
O camisa 9 do Corinthians é mítico. É o jogador que faz a ligação entre a honra de liderar o ataque do Time do Povo com a explosão de alegria da Fiel. É o principal intérprete do desejo de 30 mil fiéis em campo e 25 milhões pela TV.
O camisa 9 do Corinthians deve fazer tremer a grama da grande área dos adversários a cada passo. Deve representar a Fiel Torcida em campo. Não pode medir esforços para colocar a bola na rede.
Todos falam sobre a ausência de centroavantes no Brasil hoje. Concordo integralmente com isso. Um colega aqui do MeuTimão citou Alexandre Pato e Hulk. São bons atacantes, sem dúvida. Mas nenhum deles tem a cara do Corinthians. A posição de centroavante mudou, meus amigos. Não temos mais jogadores como Careca, Viola, Evair, Dodô, Luis Fabiano, Nilmar, Fred. Os anos 1990 e 2000 deram origem a camisas 9 do estilo Washington, Túlio: postes que não sabem fazer uma embaixadinha mas botam a bola nas redes. Pelo menos no Brasil, o autêntico camisa 9 é espécie ameaçada de extinção.
Temos Jô. Aliás, tínhamos.
No mundo temos Suarez, Falcão, Ibra, Benzema, Giroud e a armada argentina composta por Higuain, Aguero e Icardi. Mas sejamos equilibrados: eles só viriam pra cá se gastássemos muito dinheiro e provavelmente nos últimos anos de suas carreiras.
Em terra de cego quem tem um olho é rei. E este rei é Henrique Dourado, agora no Flamengo.
O que podemos fazer?
Carille é inteligente e pode armar o time com um 'falso 9', com Dutra, Clayson e Romero. Temos Kazim e Lucca (polêmicas a parte) com potencial de jogar em um rodízio nas competições deste ano. Mas poderíamos, quem sabe, preparar nossos jogadores da base para assumir uma vaga. Não precisa ser Carlinhos, Gabriel Vasconcelos, Nathan ou qualquer outro jovem. O que eu acho que não cabe, meus amigos, é a gente gastar todo o dinheiro de Jô e Maycon contratando um medalhão que não tem identificação com o clube e que vai cobrar R$300mil por mês.