Post de Danilo no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Danilo Lopes
Infelizmente não vira na minha opinião, mas vamos ver né, tomara que eu esteja errado
Enquanto isso nosso rival nadando no dinheiro, infelizmente vamos viver uma era aí complicada, faz parte é o futebol
Em resposta ao tópico: "Banco BMG, Modelo de Negócio e Naming Rights"
Texto de Erich Beting para a Máquina do Esporte ().
O Corinthians havia prometido fazer do patrocínio com o BMG uma revolução. Na prática, o modelo que o clube apregoa ser revolucionário nada mais é do que o princípio básico de marketing no esporte: não limitar o patrocínio à exposição de marca, incentivando empresa e clube a trabalharem para gerar o máximo de retorno financeiro aos dois com essa relação.
O problema, nesse caminho, é que o próprio Corinthians tem um histórico pavoroso de sucesso na implementação desse modelo. Em 2000 e 2001, com a Pepsi, já havia sido criado o conceito de atrelar a meta de bônus do patrocínio ao aumento de venda de produtos. A empresa fez estardalhaço, criando uma propaganda em que dizia que a 'Pepsi é da Fiel' e levando para o supermercado a lata personalizada com o escudo do time. Nunca, até então, uma marca havia se apropriado de um clube. O resultado em vendas, porém, não aumentou sensivelmente a participação de mercado da Pepsi, que depois abandonou a tática.
No próprio Corinthians, o projeto de ter o cartão de crédito da Caixa e o sistema de fidelidade com o torcedor teve a adesão de apenas 8 mil pessoas em dois anos.
Agora, o modelo é ainda mais complexo. Abrir conta em banco digital é simples. Sem cobrar taxas do consumidor, esses bancos têm conseguido gerar novos clientes. Mas como é o engajamento desse cliente com a instituição? Se nem lata de refrigerante ou cartão de crédito leva o torcedor a se engajar, o que dirá colocar seu dinheiro suado em um banco que não tem credibilidade como os mais tradicionais?
O São Paulo e o Banco Inter enfrentam, atualmente, esse dilema. Possuem boa adesão de novos clientes, mas não conseguem convertê-los, de fato, em consumidores do banco. Como o diferencial é a isenção de taxas, você se transforma em nada além do que um CPF a mais para o cadastro do banco. Dinheiro que é bom, porém...
Marqueteiramente, Andrés Sanchez joga para a torcida a responsabilidade de fazer o negócio andar, prometendo novidade se o banco 'Meu Corinthians BMG' tiver 200 mil correntistas. Muito possivelmente essa é a meta traçada entre os dois (patrocinador e clube) para dar ao banco o naming right da Arena Corinthians.
O problema é que o dinheiro próprio é um bem precioso demais para arriscar. O torcedor abrir a conta digital não será problema. Colocar e movimentar dinheiro lá dentro é que é difícil. Esse é o modelo que o Corinthians terá de colocar à prova.



