Lucas Souza
Eae César, beleza mano? Então cara discordo bastante desse papo de que quando ganha é o time e quando perde é o técnico. Se você levantasse essa discussão há 30 anos atrás acho que faria sentido porque os jogadores pra além das funções táticas tinham mais autonomia em construir posicionamento e discutir função. Temos na nossa história a Democracia Corinthiana por exemplo, que tinha essa autonomia. Mas hoje vivemos em um cenário de futebol em que os jogadores querem ser dirigidos e não ter participação efetiva nas discussões táticas. É impossível dizer hoje que um time que fica 19 jogos invictos em um campeonato nacional não tem méritos da comissão técnica. O trabalho do Carille foi bom em 2017 porque ele soube compreender uma identidade de jogo que acompanha o clube nessa época, no caso a defesa sólida, e implementar as próprias ideias, com troca de passes, ocupação de espaço e triangulações. No Brasileiro de 2017 fomos o time que mais trocou passes e o terceiro maior ataque (a diferença para o primeiro foi só de 10 gols). Isso tudo é treinado, mas em 2017 tivemos 1 mês de pré-temporada e uma vez que fomos eliminados em dois campeonatos, tivemos mais tempo pra treinar também e se preocupar só com o Brasileiro. Eu não estou dizendo que o Carille é inquestionável, eu concordo com você de que um meio com Pedrinho e o Vital e Clayson nos lados seria uma boa, mas isso tem que ser encarado como discordância de ideias com o técnico e não como veredicto de que o cara é ruim. Um técnico que em início de trabalho já é tricampeão paulista, campeão brasileiro e com mais de 70% de aproveitamento em clássico (ganhando 7 vezes do nosso maior rival) não tem como ser deslocado de mérito. Pode sim apresentar um futebol melhor nesse ano, mas pra isso precisa de tempo pra treinar, como teve em 2017, esse é meu ponto. Abraços!
em Bate-Papo da Torcida > Entrevista do Carille na ESPN
Em citação ao post:
Eu discordo na essência. O calendário é realmente um problema mas não pode ser o argumento final para o péssimo futebol por aqui praticado, especialmente no nosso Corinthians. A nossa realidade é que temos técnicos ruins, razão pela qual não há nenhum técnico brasileiro no principal mercado que é o europeu. Carille é, como todos os outros, ruim. Os grandes clubes brasileiros brigam para terem o ou os menos ruins. A postura do Corinthians, sobretudo quando consegue fazer um gol, como ocorreu contra o Vasco, em uma jogada individual, é absolutamente irritante. Eu você e todos os corinthianos já sabemos que ao fazermos um gol, todos os 11 jogadores recuam dando todo o campo para o adversário. Isso não é uma postura apenas defensiva, mas é sobretudo, burra. Carille tem, ainda, enorme dificuldade em montar o time atual. Antes ele tinha o Jô, o Rodriguinho, o Arana, como agora, o Cássio, que levaram o time nas costas. Estou chegando a conclusão que os jogadores e não o técnico, ganhou o brasileiro de 17. Carille, no máximo, não atrapalhou. Agora, com os jogadores que temos, ele não consegue montar. Não sabe lidar com o talento do Pedrinho. Não sabe o que fazer com o Vital. Para ele, ou joga um ou joga outro. Parece-me óbvio que, com o que temos, deveríamos jogar com Vital pela direita, Pedrinho pelo centro e Clayson pela esquerda, os três à frente de Ralf e Jr. Urso. Seria um time mais agudo unindo e aproximando esses três jogadores que são os mais talentosos do elenco. Mas ele prefere que os jogadores de lado cumpram função de marcadores de laterais. Ele é fraco. Temos que entender isso.