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Romeu Tuma Júnior explicou os pontos das audiências públicas e as mudanças no Estatuto

Romeu Tuma Júnior explicou os pontos das audiências públicas e as mudanças no Estatuto

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Pluralidade

Presidente do CD do Corinthians detalha audiências públicas e defende reforma do Estatuto

Por Felipe Sales, Daniel Keppler, Fabio Marinho e Gustavo Lima

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Desde o início de dezembro de 2025, o Corinthians vem realizando uma série de audiências públicas para debater a reforma do Estatuto do clube. O ciclo de debates foi encerrado na última segunda-feira , com uma reunião fechada para os conselheiros do Timão, na qual Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo (CD), e a Comissão de Reforma do Estatuto apresentaram os principais pontos do anteprojeto.

Segundo Tuma, o encontro foi importante para expor aos conselheiros todos os temas discutidos ao longo das audiências anteriores. O presidente do CD também ressaltou a pluralidade dos participantes do processo, que contou com torcedores, coletivos e até representantes da imprensa.

“Na verdade, a gente abriu a palavra para os conselheiros falarem. Talvez eles achem que não tenha nada muito relevante sobre o conteúdo, porque não têm comparecido nas outras audiências. Então, assim, cada um expõe o conteúdo que entende melhor. Se você não tem conhecimento da matéria, talvez você não exponha o conteúdo e fique mais na forma. Mas eu acho que foi muito relevante. Pelo menos o time reportou à Comissão ao fim dos trabalhos. Ela queria realmente auscultar os conselheiros e conseguiu, pelo menos no que interessava para a Comissão, colher esse material que era importante, justamente porque eles estavam muito ausentes. Alguns deles estiveram muito ausentes durante as audiências públicas”, afirmou em entrevista na zona mista após a audiência.

“Eu quero lembrar que, durante esse processo todo de reforma de estatuto, que a gente começou em 2024, nós tivemos, ao todo, mais de 15 audiências públicas. Nós tivemos quatro ou cinco lá no ano de 2024 ainda. De 2025 para cá, nós tivemos 11 audiências públicas. Isso é muito importante, porque esse é um marco histórico na história do Corinthians. Nós nunca tivemos tantas audiências públicas. Eu ouvi todos os atores importantes, relevantes do clube, os associados, torcedores, vocês mesmos da imprensa podendo acompanhar tudo, às vezes dando até sugestões aí nessas conversas de bastidores que a gente tem”, completou.

Vale lembrar que, desde que assumiu a presidência do Conselho Deliberativo em 2024, Romeu Tuma Júnior estabeleceu a reforma do Estatuto como prioridade de sua gestão. Ainda naquele ano, foi iniciado o processo de adequação da nova regulamentação do clube, que acabou sendo paralisado por alguns meses em razão do processo de impeachment do então presidente Augusto Melo.

Tuma também destacou que, ao longo dos mais de 115 anos de história do Corinthians, nunca houve um debate tão amplo sobre a modernização do Estatuto, ressaltando a participação de vozes externas ao Parque São Jorge e não apenas de associados e conselheiros.

“Então, assim, nunca se formalizou, se formou, se propôs um Estatuto com tantas ideias de grupos divergentes, diferentes, propositivos, que acompanharam essas audiências, que apresentaram propostas. Então, acho que foi um trabalho muito cansativo, desgastante, mas extremamente importante e relevante, especialmente nesse momento que a gente vive, em que não se faz alteração estatutária há muitos anos e em que a gente precisa mostrar para a sociedade corinthiana que nós estamos atentos. Pelo menos o órgão de fiscalização, o Conselho Deliberativo, está atento e está ecoando aquilo que as vozes externas do Parque São Jorge cobram e que são vozes muito importantes e relevantes para o Corinthians”, comentou.

“Nós vamos extrapolar os muros do Parque São Jorge. O Corinthians não é mais só quem vive dentro do Parque São Jorge. Eu acho que essa reforma estatutária está dando a importância que este tema merece. Tem gente, obviamente, lá de fora que não reconhece isso, mas pouco importa. Eu acho que a história vai se encarregar de fazer justiça àqueles que já escutaram as verdadeiras vozes da democracia corinthiana. Então, para nós, foi muito importante, foi interessante. Nós encerramos a discussão hoje e agora vamos partir para a votação. A Comissão, obviamente, vai fechar o texto nos temas que têm consenso ou que não tiveram nenhum tipo de propostas contrárias. Ela já tem mais ou menos o anteprojeto que vai virar projeto pronto. Vai fazer os pequenos ajustes, e aqueles que têm controvérsia vão ter duas propostas e vão à deliberação do Conselho e depois da Assembleia Geral”, explicou.

Após as 11 sessões de audiências públicas, a Comissão de Reforma do Estatuto irá consolidar os pontos debatidos e elaborar uma nova versão do anteprojeto, que será submetida à votação do Conselho Deliberativo nos dias 2 ou 9 de março, com possibilidade de realização na Neo Química Arena. Em seguida, o texto aprovado pelos conselheiros será encaminhado à Assembleia Geral, na qual os associados decidirão sobre as mudanças no novo Estatuto do Corinthians.

Vale lembrar que, inicialmente, a votação do anteprojeto estava marcada para o dia 24 de novembro de 2025, mas acabou suspensa pelo Conselho Deliberativo após pedidos de mais tempo para debate e compreensão das propostas. Naquele momento, temas sensíveis como o fim dos conselheiros vitalícios, a possibilidade de o Fiel Torcedor votar nas eleições do clube e a eventual regulamentação para que o Corinthians se tornasse uma SAF encontravam forte resistência entre os conselheiros.

Romeu Tuma Júnior explicou que as audiências públicas ajudaram a quebrar essa resistência, ao abrir espaço para manifestações, esclarecimentos e acompanhamento detalhado de cada ponto do texto.

“Eu acho que sim. Acho que grande parte do Conselho quebrou a resistência, porque teve oportunidade de se manifestar, de propor e de conhecer o texto. Eu acho que a maioria das pessoas que não eram conselheiros e tinham resistência, porque ouviram dizer, porque ouviram falar, porque não entendiam bem o que estava acontecendo, recebiam narrativas inconsistentes, acordaram, tiveram oportunidade de participar, de enxergar, de dialogar com a Comissão, com o Conselho Deliberativo, de propor, de acompanhar todo esse trabalho. Hoje eu não sinto mais resistência de ninguém: torcida organizada, coletivos. A gente teve milhares de atores que participaram, e tenho orgulho de ter participado. A gente acompanhou todas as audiências públicas, vocês acompanharam várias delas. O orgulho das pessoas de terem participado, de verem suas propostas sendo efetivamente acolhidas, de se sentirem parte desse processo”, afirmou.

Além disso, o presidente do Conselho Deliberativo reforçou que a nova versão do anteprojeto será mais robusta e completa do que a apresentada em novembro de 2025. Ainda assim, reconheceu que existe um pequeno grupo contrário às mudanças.

“Então, assim, (o anteprojeto) é monstruosamente muito maior do que era em novembro. E eu não tenho dúvida. Obviamente, você tem alguns focos de resistência, mas isso é natural, a gente já esperava e vai sempre ter. E, obviamente, também tem aquele pessoal que quer sabotar e vai tentar de todas as formas, com narrativas enviesadas, narrativas falsas, narrativas mentirosas. Mas isso faz parte da resistência daqueles que não querem mudar nada. Obviamente, eles usam um argumento aqui, outro ali, e criam uma narrativa mentirosa para atingir um objetivo, que é não mudar, deixar como está, porque, quanto pior, melhor. Mas, assim, monstruosamente, até lá, aquele quadro que a gente tinha hoje é muito maior”, explicou.

Nas dez audiências abertas à imprensa, todas acompanhadas pelo Meu Timão, os debates ocorreram de forma produtiva. Propostas divergentes foram discutidas em busca de consenso e, ao fim de cada sessão, a Comissão de Reforma do Estatuto encaminhou um parecer aos conselheiros.

Para Tuma, o foco agora se volta ao associado, que será responsável por aprovar ou não as mudanças após a votação no Conselho Deliberativo. Segundo ele, o sócio é um dos principais afetados pelas alterações propostas.

“Eu acho que agora o foco é o associado: ter esse comprometimento, conhecer bem o que a gente tem aí, o quanto o associado é importante nesse momento de auferir tudo o que a gente fez, porque o associado tem que se sentir parte dessa mudança e não pode ser agora o alvo da narrativa de que o sócio não quer. Até porque a gente sabe, no dia a dia, que o sócio quer essas mudanças, é importante para ele. O corinthiano conta quem está na arquibancada e quem está fora do Parque São Jorge. O sócio é o maior prejudicado no dia a dia da situação que a gente vive, porque amanhã, se virar uma SAF, se amanhã tiver uma intervenção, o maior prejudicado é o sócio, que não vai poder frequentar”, analisou.

“Então, se o sócio agora é o grande responsável, é óbvio que ainda não votou no Conselho, mas vai votar. Então, o sócio agora é a pessoa que mais tem que estar próxima dessa reforma e abraçar como se fosse uma reforma dele, até porque é mesmo. Quem vai decidir a reforma, em última instância, é a Assembleia Geral. Então, o sócio é o ator principal nesse momento, tem que estar engajado, tem que conhecer bem a reforma, tem que tirar dúvidas, tem que pedir explicações, mas tem que votar consciente, sabendo que está fazendo o melhor para a sua associação, para o Corinthians e para toda a nossa nação”, finalizou.

A votação em Assembleia Geral está prevista para acontecer entre março e abril, após o Conselho Deliberativo definir quais temas permanecem e quais ficam de fora da versão final do anteprojeto do novo Estatuto.

Baixa adesão dos conselheiros nas audiências públicas

Mesa da última sessão sobre a reforma do Estatuto, com participação exclusiva ao Conselho Deliberativo do Corinthians

Divulgação / Corinthians

Durante as dez audiências públicas realizadas no processo de reforma do Estatuto, poucos conselheiros participaram efetivamente dos debates. Em média, cerca de dez membros do Conselho Deliberativo (CD) estiveram presentes em cada sessão, sendo quase sempre os mesmos nomes.

Romeu Tuma Júnior explicou que, apesar da baixa adesão por parte dos conselheiros, os debates foram produtivos. Segundo ele, alguns membros do CD podem ter se sentido receosos de não serem ouvidos, como ocorreu em outros momentos da história do clube. Em contrapartida, destacou que a Comissão de Reforma do Estatuto foi escolhida criteriosamente e que seguirá dando respaldo ao trabalho do grupo.

“É, na verdade, assim, o impacto eu não tenho como auferir, até porque a gente vai votar. Talvez eles não tenham a condição de conhecimento profundo do que está se debatendo ali, mas vão ter que votar. Eu acredito até, não quero fazer juízo de valor, mas, assim, é um sentimento antigo que eu tenho, até porque eu já estive dos dois lados, como presidente do Conselho agora e como membro do plenário. Muitas vezes fiquei sozinho, reclamando, resmungando, propondo, criticando, mas eu estava sempre presente, eu sempre estava atento, me preocupava sempre com a instituição Corinthians, não tinha interesse pessoal. E a gente sentia, naqueles momentos, que o cara ganhava no grito depois, por ter maioria. Eles passavam em cima e faziam o que queriam”, afirmou.

“Então, talvez alguns, não vou dizer todos, alguns não vieram porque talvez não tivessem horário, alguns não vieram porque acreditavam no trabalho da Comissão, alguns talvez não vieram porque se sentiam representados por quem veio. Mas alguns talvez não tenham vindo porque achavam que chegariam agora e iam passar por cima, não têm maioria, não vão votar, não queremos isso, não vai entrar. Só que a Comissão foi escolhida a dedo. São pessoas comprometidas com o Corinthians, com a história do Corinthians, com a necessidade de reforma estatutária, com a importância da reforma estatutária, que sabem exatamente que momento o Corinthians vive. Esse presidente vai refletir e vai dar respaldo para as pessoas que têm o sentimento da grandeza e da importância que o Corinthians tem, não só dentro do Parque São Jorge, mas em toda a sua comunidade, em todas as pessoas que fazem parte da nossa vida institucional, ainda que não estejam”, completou.

A Comissão de Reforma do Estatuto é composta pelos conselheiros Claudia Carlos de Oliveira, Corinto Baldoino Parreira e Costa, Dalton Gioia, Edson Aparecido Geanelli e Gerson Leme. O grupo tem como atribuição interagir diretamente com as diretorias da administração do clube, com o objetivo de facilitar, agilizar e aprimorar o diálogo e a troca de informações entre os órgãos estatutários. Nesse cenário, o foco estava em elaborar um anteprojeto, com base na legislação vigente e que possa auxiliar na governança do clube.

Como o novo e quando Estatuto pode impactar na vida do Corinthians?

Ao fim da Assembleia Geral, as mudanças aprovadas passarão a ser implementadas e as novas regras entrarão em vigor no clube do Parque São Jorge. Segundo o presidente do Conselho Deliberativo (CD), Romeu Tuma Júnior, o anteprojeto apresenta um Estatuto moderno, alinhado à Lei Geral do Esporte (LGE), com uma série de travas de segurança voltadas ao compliance e à isonomia entre os órgãos fiscalizadores do clube.

“Eu acho assim: a gente entende que tem muitos torcedores que não conhecem a legislação, não conhecem sequer o Estatuto atual. Então, assim, eles não vão conseguir compreender as mudanças estatutárias, o que esse Estatuto novo traz de ganhos para a Instituição Corinthians. A gente sabe também que grande parte critica porque quer ver quanto pior, melhor aqui dentro. Eles acham que, se baixar Jesus Cristo dentro do Parque São Jorge, vão falar que é o capeta disfarçado de Jesus que está chegando perto do carnaval”, iniciou.

“E a gente sabe que tem gente que desconhece, então faz crítica porque vai com os outros. Mas, na verdade, é o seguinte: nós temos vários mecanismos de governança que nunca tivemos, nós temos várias adaptações e avanços em relação à própria Lei Geral do Esporte. A gente tem uma formalização da Comissão de Ética, por exemplo, que hoje fica vulnerável a pressões políticas, porque é eleita pelo Conselho Deliberativo, são as chapas que indicam os seus membros. Então, quando chega num caso, como teve aí da invasão, em casos de maior vulto, acabam se acuando por causa de pressão ou acabam perseguindo alguém também por causa de pressão contrária”, completou.

Atualmente, a Comissão de Ética e Disciplina (CE) do clube é presidida por Leonardo Pantaleão, ex-diretor jurídico do Corinthians e atual vice-presidente do CD. Os demais membros são os conselheiros Diogo Caparroz Garcia Netto, Édivon Teixeira Junior, João Vinicius Manssur, Lucimar Russo Vilela e Michele Ferreira de Morais Pinto.

Uma das propostas presentes no anteprojeto prevê a criação de uma Comissão de Ética formada, em parte, por profissionais do mercado, em modelo inspirado na Corte Arbitral do Esporte (CAS). A medida, porém, enfrenta resistência entre alguns conselheiros. Segundo Tuma, a mudança permitiria investigações internas mais distantes de pressões políticas e alinhadas a princípios de imparcialidade e governança.

“A gente tem mecanismos que fazem uma proteção, e a Comissão de Ética passa a ser eleita, uma parte dela, pelo associado, pela Assembleia Geral, e outra parte passa a ser contratada com profissionais de fora que não têm nenhum compromisso institucional ou político com o Corinthians. A gente está criando uma diretoria, uma superintendência de compliance e controladoria, que vai fiscalizar todos os órgãos que estão cumprindo as regras, cumprindo a lei, cumprindo o Estatuto. Assim, tem grandes avanços”, iniciou.

“A gente está criando uma Comissão que vai ter que fazer um trabalho de estudo para ver qual é a melhor saída financeira para o Corinthians. A gente está criando regras se o Corinthians for virar SAF, se não for virar SAF, se o Corinthians for sócio de alguma empresa. Tem mecanismos de proteção e governança, e praticamente tem gente que já vê o contrário. Fala: ‘Pô, estão engessando demais o clube, uma associação’. Então, a gente tem críticas dos dois lados”, comentou.

O anteprojeto também prevê a possibilidade de abertura para SAF, com regras rígidas e sem retirar o controle do Corinthians do clube social, que manteria ao menos 51% do capital. A proposta busca preservar direitos políticos, identidade e tradição, evitando que o clube se torne apenas uma empresa. Nesse modelo, a SAF administraria apenas o futebol profissional e de base, em parceria com o Clube, e qualquer mudança dependeria da aprovação de dois terços dos associados com direitos políticos em dia.

Em outro momento, Romeu Tuma Júnior reforçou que o novo Estatuto cria barreiras para afastar pessoas que queiram ingressar na vida política do clube com más intenções. O presidente também destacou a necessidade de responsabilidade na gestão financeira.

“O Estatuto tem previsões muito intensas para quem quiser fazer coisa errada ou para quem não quiser seguir. Uma frase muito tranquila para as pessoas entenderem: ‘O dinheiro não é meu. Então eu não posso usar o dinheiro como se ele fosse da minha casa’. Então, aquele que vai mexer com os recursos do Corinthians, financeiros, políticos, estratégicos, tem que ter muita responsabilidade. Ou não se aventure a vir aqui cuidar do clube. Fique em casa. Seja torcedor, fique na arquibancada. Vá ser conselheiro, porque a sua responsabilidade é muito grande diante do novo Estatuto. Só efetivamente vai botar a mão aquele que tiver responsabilidade, transparência, tiver princípios de legalidade muito ajustados, quiser ter conversas claras e transparentes com quem está fora do Parque São Jorge, com quem está dentro, com os órgãos de fiscalização, de controle, com as autoridades públicas”, apontou.

“Então, assim, o Estatuto é um grande avanço. Ele, se aprovado nos termos em que se encontra, eu acho que vai ser o Estatuto mais moderno do país. Tem muitas regras, muita transparência, é muito democrático. Então, assim, é um grande avanço. Agora, é claro, porque o pior cego é quem não quer enxergar. Não dá para você convencer aquele que quer dizer que não presta. Isso eu não estou preocupado. Estou preocupado com o associado, com vocês da imprensa, que têm responsabilidade de ver o que é bom, o que é ruim, que tecem críticas, a gente reconhece, faz mudanças. A gente está preocupado porque tem um legado para deixar. A gente, quando se elegeu presidente do Conselho, tem a responsabilidade de mudar o Estatuto. E a gente está trabalhando”, contou.

Por fim, Romeu Tuma Júnior elogiou o trabalho da Comissão de Reforma do Estatuto, destacando o processo conduzido ao longo de seu mandato e a importância do legado que pode ser deixado ao clube.

“Eu quero aqui fazer um elogio público para a Comissão, que está há mais de dois anos fazendo um trabalho hercúleo. Tem dialogado com todo mundo, com todos os atores. Enfim, a gente vai deixar esse legado e eu espero muito que ele seja aprovado e que o sócio do Corinthians, na hora que chegar para ele votar, exerça esse trabalho, exerça esse papel, exerça essa obrigação de votar o novo Estatuto, porque o maior beneficiado e o maior prejudicado hoje é o associado da Associação Corinthians. E, claro, obviamente, por consequência, todos os nossos torcedores, a nossa nação de 30 milhões de torcedores. Eu acho que, se a gente conseguir fazer esse avanço, vai mudar muito a vida do Corinthians, a história do Corinthians. A gente vai dar um passo gigante no sentido de fazer muitos problemas terem soluções”, finalizou.

Agora, a Comissão de Reforma do Estatuto irá consolidar os apontamentos para elaborar a versão final do anteprojeto, que deve ser submetida à votação do Conselho Deliberativo nos dias 2 ou 9 de março. Em seguida, o texto também precisará ser aprovado em Assembleia Geral dos associados.

Veja mais em: Conselho do Corinthians, Diretoria do Corinthians, Estatuto do Corinthians e Parque São Jorge.

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