Cássio, 30 anos do gigante da meta alvinegra

Alexandre Tavares

Bacharel em Direito por formação, jornalista por paixão e conselheiro do Corinthians.

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Cássio, 30 anos do gigante da meta alvinegra

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Cássio, 30 anos do gigante da meta alvinegra

Cássio com o troféu de melhor jogador do Mundial de Clubes FIFA de 2012

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Há um velho chavão no futebol que diz: ''Jogadores passam, o clube fica''. Ao pé da letra, é verdade.

Mas a história de um clube, pelo menos a de um determinado período, não pode ser dissociada da história de alguns jogadores. Se lembram daquele jogo, quartas de final do Paulista contra a Ponte Preta em 2012, em que o goleiro Júlio César falhou feio, muito feio, em dois gols dos três que a equipe de Campinas marcou e que causaram a eliminação do Corinthians? 22 de abril de 2012 para ser mais exato. O comandante Tite tinha até aquele dia, total convicção de que Júlio César deveria ser o titular do Corinthians. Deste dia em diante, foi obrigado a rever seus conceitos diante do ocorrido e foi onde o Cássio surgiu.

Quem há de duvidar, que se não acontecessem as falhas do Júlio e aquela eliminação daquela forma, que o Cássio não teria se tornado titular do time e a história do Corinthians teria sido completamente diferente? Pois é, eis o ditado popular: ''Há males que vêm para o bem''.

Exatamente um mês depois, no dia 23 de maio de 2012, Cássio, tal qual um Moisés abrindo o Mar Vermelho aos hebreus na fuga dos egípcios, operava um verdadeiro milagre no Pacaembu no chute de Diego Souza e abriu definitivamente para a Fiel o caminho para a libertação do jejum daquele título que nos faltava e que estava atravessado na garganta. Como se esquecer deste dia, um marco na vida do Corinthians, do Cássio, de ambos? Eis outro chavão: o tal do ''divisor de águas''.

Em 4 de julho de 2012, lá estava ele fechando o gol contra o Boca Juniors e sendo peça fundamental na confirmação do título da Libertadores e passaporte carimbado para o Japão. No dia 16 de dezembro, lá estava o gigante novamente, na maior partida que ele fez na vida e dificilmente fará outra igual. Talvez tenha sido na história do futebol, sei lá, uma das dez maiores partidas que um goleiro já fez, acho que não seria nenhum exagero afirmar isso. Corinthians campeão do mundo contra o Chelsea e Cássio eleito o melhor jogador da final e do Mundial.

Depois vieram a Recopa, contra o São Paulo, dois títulos paulistas e um título brasileiro e ele lá: sempre fundamental em cada conquista, se tornando a cada dia que passa um dos jogadores mais vitoriosos da história do Corinthians. Cássio está no pedestal dos grandes goleiros da história do Corinthians, daqueles que são imortais: Tuffy, Gylmar, Cabeção, Tobias, Ronaldo e Dida.

Em 2016, Cássio esteve em baixa: estava lento, acima do peso, cometendo falhas que normalmente um goleiro do seu nível não comete, foi para a reserva merecidamente. Hoje deu a volta por cima e comemora seu aniversário de 30 anos como titular absoluto, muito perto de chegar à marca de 300 jogos com a camisa do Corinthians e merecedor de todo o respeito e gratidão da Fiel, vivendo um segundo auge no time. São impressionantes 18 jogos na temporada sem levar gols, dentre os 33 que o Corinthians jogou no ano até este momento.

Encerro, portanto, desejando os parabéns ao Gigante, com votos de felicidades, permanência por muito tempo no gol do Corinthians e mais um dito da sabedoria popular: ''Quem foi rei nunca perde a majestade''. Meus respeitos.

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Por Alexandre Tavares

Bacharel em Direito por formação, jornalista por paixão e conselheiro do Corinthians.

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