É preciso respeitar: 28 vezes campeão paulista

Alexandre Tavares

Bacharel em Direito por formação, jornalista por paixão e conselheiro do Corinthians.

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É preciso respeitar: 28 vezes campeão paulista

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É preciso respeitar: 28 vezes campeão paulista

Capitão na finalíssima, Cássio ergue a taça

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Isso é supremacia. Incontestável, num reencontro com as raízes. E sem passar nenhum fax, vale frisar: jamais foi passado nenhum fax pra lugar algum. Trata-se de um número real e absoluto. Sem canetada, sem política, sem asterisco. Título merecido de um técnico jovem e muito competente e de um time batalhador e desacreditado. Título com a cara do Corinthians, de um time que tem a cara do Corinthians e que a Fiel abraçou, vai abraçar e vai junta até o fim.

Os segundos colocados têm 22 títulos cada. O terceiro colocado tem 21 títulos e diz que foi fundado em 1935, mas conta um título de 1931; é um mistério: são confusos quanto à própria origem.

Eles todos vão argumentar que o Corinthians foi fundado primeiro, em 1910, mas essa não cola: os segundos colocados foram fundados bem próximos: um em 1912, outro em 1914.

Ainda assim demos a todos eles, inclusive ao caçula de origem confusa, 23 anos de lambuja. 23 anos! E nem assim ultrapassaram. Não deu pra eles, não dá pra eles.

O Corinthians é rei em seus domínios, sempre foi. Foi tido por eles um dia como um time regional por conta disso, mas com o passar dos anos os argumentos foram caindo um a um. O Corinthians incomoda, fica atravessado na garganta: quando ficou 23 anos na fila não foi superado, quando ganhou seu título brasileiro calou a boca deles mais um pouco, depois vieram outros brasileiros; quando ganhou o primeiro Mundial eles disseram que não valia - então não satisfeitos, ganhamos a tal da Libertadores de forma invicta e numa final contra o bicho papão, não foi contra qualquer cego como uns e outros. Fomos campeões do mundo novamente, no Japão, contra o Chelsea. Aquela última desculpa de que não tínhamos estádio também caiu. Aí bateu o desespero, eles ficam desesperados. Agora disseram que éramos a quarta força de São Paulo, fomos campeões novamente e calamos não só a eles, como também boa parte da mídia patrulheira.

Através dos tempos eles tentam desconstruir o Corinthians, tentam menosprezar, tentam tornar chacota. Só que tem uma coisa: não se deve mexer com quem não se pode.

O Corinthians é uma força popular descomunal desde a sua origem. Nasceu pobre, nasceu operário. Sofreu preconceito, foi boicotado, tentaram destruir o time dos carroceiros e da pretalhada, como nos tratavam. Só que nós temos origem, nós sim temos! E muito orgulho dela: somos povo, somos gente, somos cores, somos raças, somos amor, somos o improvável. Somos ''um fenômeno sociológico a ser estudado com profundidade'', como um dia disse Menotti del Picchia durante a Semana de Arte Moderna de 1922.

Temos nome, sobrenome, data de fundação, endereço certo e hora certa, ao contrário de um certo alguém: somos o Sport Club Corinthians Paulista, fundado no dia 1º de Setembro de 1910 na esquina da Rua dos Imigrantes com a José Paulino, no bairro do Bom Retiro, sob a luz de um lampião de gás, por cinco operários, na barbearia de Miguel Battaglia.

Então que eles nos respeitem e jamais duvidem do Corinthians! Respeitem quem pôde chegar onde a gente chegou.

Veja mais em: Campeonato Paulista.

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Por Alexandre Tavares

Bacharel em Direito por formação, jornalista por paixão e conselheiro do Corinthians.

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