Uma instituição, um ídolo e um garoto

Alexandre Tavares

Bacharel em Direito por formação, jornalista por paixão e conselheiro do Corinthians.

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Uma instituição, um ídolo e um garoto

Coluna do Alexandre Tavares

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Uma instituição, um ídolo e um garoto

Cássio, no Mundial de Clubes: Ídolo

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Tem coisas que não podem passar batidas.

Entre anteontem e ontem, viralizou na internet um vídeo em que alguns colegas de escola presentearam a um outro amigo com necessidades especiais com um par de luvas de goleiro e uma bola.

Segundo eles, presente antecipado de Dia das Crianças a este amiguinho especial que sonhava ganhar um dia as luvas do Cássio, goleiro do Corinthians. Claro, não eram as luvas do Cássio, mas para o presenteado eram e valeram como se fossem!

E a iniciativa deles, o vídeo, a emoção do garoto ao receber o presente, tornam tudo aquilo em algo impossível de não sensibilizar quem ainda tenha um facho de humanidade dentro do peito.

Como se não bastasse a atitude inspiradora dos garotos, dando um bom exemplo e uma aula a muita gente grande, claro que na velocidade da internet o vídeo chegou até o Cássio. E aí é que entra a diferença entre um ídolo e os medíocres.

Já vi jogadores questionáveis do Corinthians saírem de treinos com vidros fechados para não atenderem torcedores, sobretudo crianças; já vi jogadores medíocres do Corinthians se negando a dar um autógrafo e tirar uma fotografia; já vi na minha frente um ex-goleiro do Corinthians acelerar o carro no Parque São Jorge (os treinos ainda eram lá) para não atender ninguém e ainda por cima quase atropelar uma criança.

Mas eu mesmo já fui muito bem atendido por um Marcelinho Carioca e um Gamarra; já tive conversas longas com um Wladimir em três oportunidades; já conversei longamente com o grande goleiro Tobias, grande herói de 76 e 77, a humildade em pessoa; você vê o grande Biro-Biro preocupado em desejar feliz aniversário a todos os corinthianos que são seus amigos de Facebook (inclusive recebi mais uma vez os seus parabéns ontem); notamos o Basílio, autor do gol mais importante da história do clube, atender pacientemente a todos por onde passa; já ouvi histórias maravilhosas de quem teve a oportunidade de conviver, bater longos papos e tomar uma cerveja com o Sócrates; e por aí vai.

E o que faz o grande Cássio, que não precisa provar mais nada para ninguém e na minha humilde opinião já é o maior goleiro da história do clube? Se manifestou, irá encontrar, abraçar e presentear com suas luvas de verdade o garoto do vídeo.

Algum medíocre teria tomado conhecimento e se omitido. Cássio, não!

Porque Cássio é grande demais, ídolo demais e humano demais, e não é a primeira vez que faz algo do tipo. Já fez muitas outras sem quase ninguém saber, mas eu soube.

Cássio merece nosso respeito, nossa gratidão e mais uma vez os nossos aplausos. Prova mais uma vez que é digno de vestir a camisa de uma instituição como o Corinthians e cumpre com o papel que todo jogador corinthianista teria a obrigação de cumprir, dentro e fora do campo.

E nunca será só futebol...

Veja mais em: Cássio.

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Por Alexandre Tavares

Bacharel em Direito por formação, jornalista por paixão e conselheiro do Corinthians.

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