Um garoto às avessas

Andrew Sousa

23 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Um garoto às avessas

Emerson foi o herói da noite em Itaquera

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

No Brasil, é cultural preservarmos as promessas que surgem na base. Por maior que seja o rendimento do garoto nas categorias inferiores, há um certo receio em lançá-lo. É o famoso medo de "queimar" um talento.

No Corinthians, cansamos de ouvir isso por parte dos treinadores. Nesta temporada, por exemplo, vemos Pedrinho sendo lançado aos poucos e Matheus Matias fazendo trabalhos específicos para não ser colocado "na fogueira".

Dentro de campo, por outro lado, apostamos na experiência. Emerson Sheik foi titular nesta quarta-feira, contra o Deportivo Lara. Aos 39 anos, o atacante subiu mais alto que a defesa e testou para o chão. 1 a 0 Corinthians e Arena ensandecida. Normal, era impossível não lembrar dos tempos de ouro do (agora) camisa 7.

Apesar do clima gostoso na Casa do Povo, temos de olhar com bastante calma para a situação de Sheik. Nesta quarta-feira, cá entre nós, ele não fez grande partida. No primeiro tempo, principalmente, errou alguns lances fáceis e pouco participou. Parecia cansado com menos de 30 minutos de peleja. Tudo normal, afinal, são 39 anos de estrada - 30 a mais que o novato Deportivo Lara, que faz seu nono aniversário em julho.

Mesmo com o gol, Emerson não teve grande desempenho na Arena

Mesmo com o gol, Emerson não teve grande desempenho na Arena

Divulgação / Conmebol

Por esse rendimento abaixo (técnico e físico), não podemos nos deixar levar pelo gol. Emerson Sheik não é o nome para ser titular do Corinthians. Após o momento de gala vivido nesta noite, a Fiel encheu as redes sociais com o previsto "já dá para renovar até o final do ano", "achamos o atacante", entre outras coisas. Não é assim.

Emerson, apesar da idade avançada, tem de ser tratado com a cautela que tratamos os garotos. Não dá para colocá-lo nos jogos de quarta e domingo e cobrar que ele decida, como fazia Jô.

O contrato é curto, ele merece os minutos em campo. Mas calma, cobrar dele que seja o atacante para a temporada é demais. São dois gols nas últimas partidas mas, em em todas elas, passou longe de convencer.

É mais ou menos como Carille falou sobre Romero: temos que saber o que esperar dele. Com Sheik é assim. Podemos esperar alguns gols. Ganhamos uma alternativa interessante, mas não a solução de nossos problemas.

Veja mais em: Emerson Sheik.

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Por Andrew Sousa

23 anos, formado em Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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