Se não for Matheus Matias, que seja Kazim

Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Se não for Matheus Matias, que seja Kazim

Se não for Matheus Matias, que seja Kazim

Característica de Kazim pode ser essencial para classificação alvinegra

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Dentro de campo, sobretudo contra equipes fechadas, é visível a falta que um camisa 9 faz ao Corinthians. Desde a saída de Jô, o Timão não encontrou uma unanimidade para a posição e segue buscando alternativas sem essa referência. As declarações de Rodriguinho evidenciam ainda mais a problemática.

Sim, Carille achou uma solução interessante. O 4-2-4 deu certo contra o Palmeiras, com os dois meias (Jadson e Rodriguinho) pisando mais na área. Nos jogos seguintes, no entanto, começamos a notar a dificuldade cada vez maior de armar jogadas de ataque. Contra o Bragantino, time bem organizado taticamente, a falta do 9 novamente ficou explícita.

Diante desse cenário, a Fiel lota as redes sociais com um pedido a Carille: promover a estreia de Matheus Matias. O garoto, contratado junto ao ABC, tem sido destaque nos treinos, mas segue fazendo trabalhos de fortalecimento. Agora inscrito no Paulistão, virou uma espécie de exigência por parte do torcedor.

Conhecendo Carille, no entanto, imagino que não veremos o garoto em campo nesta quinta-feira, às 20h, na Arena. O banco ele pode até figurar e, quem sabe, entrar faltando alguns minutos. Mas como titular? Me surpreenderia muito (positivamente!). Isso posto, temos de pensar em outras alternativas mais cabíveis. É aí que entra uma frase bem conhecida por quem usa a internet: "Oi, sumido..."

Sem espaço no Corinthians, Kazim parece ser a melhor opção para iniciar a partida diante do Bragantino. Sua qualidade técnica pode até ser bastante questionável, mas a função que ele desempenha em campo, dentro do elenco, é única. Nas primeiras rodadas, quando ainda era o titular, o turco chegou a ser importante em diversos lances - dando assistência em bela escorada para Jadson, diante do São Caetano, por exemplo.

Mesmo que erre muito, Kazim incomoda os zagueiros adversários. Se impõe fisicamente e busca a bola de costas para o gol - tirando esse peso das costas dos meias. Coisa que Carille tem tentado fazer com Sheik. O resultado dos testes com o veterano não foi dos piores, mas na última partida, sua terceira consecutiva entre os 11, foi visível o cansaço. Insistir nele em um jogo que o time precisa marcar não parece a melhor opção. No caso de Matheus, essa pressão também pode atrapalhar.

Kazim surge, então, como uma opção interessante para o propósito do duelo desta quinta-feira, na Arena. Povoar o ataque e fazer a parede para a chegada de Rodriguinho, como o próprio pediu, pode ser o caminho para a classificação. Escalar o turco seria uma decisão coletiva e não só individual. Sabemos que ele dificilmente pode desequilibrar uma partida, mas o benefício que sua presença traz para outros jogadores pode ser essencial.

No primeiro jogo das quartas, poucas vezes entramos na área adversária e nossos gols surgiram de bola parada e um chute de fora. Com as linhas encaixadas do time do interior, nosso meio fica muito distante da área, visto que os zagueiros podem também dar o bote mais perto da intermediária. Nosso setor ofensivo fica basicamente estéril.

Precisamos de um centroavante que faça o pivô. Sheik não tem conseguido e Júnior Dutra nunca conseguiu. Se Matheus não está pronto, é hora de mandar uma mensagem bem carinhosa para um número gringo... "Oi, sumido, quer ser titular?"

Veja mais em: Matheus Matias e Kazim.

Coluna do Andrew Sousa

Por Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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