Impeachment: oposição do Corinthians passa vergonha, e Augusto Melo ganha força
Opinião de Lucas Faraldo
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Augusto Melo foi até o centro gramado da Neo Química Arena depois de Corinthians x Vasco
Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão
Antes de qualquer coisa gostaria de deixar claro: se surgir qualquer prova ou indiciamento contra Augusto Melo no escândalo da Vaidebet ou em qualquer outra irregularidade que impacte na imagem do Corinthians, serei defensor ferrenho de seu afastamento do cargo de presidente do clube.
Dito isso, hoje, 25 de novembro, início de tarde, o que acontece para dentro e principalmente para fora do Parque São Jorge é um tiro no pé dado pelos conselheiros corinthianos de oposição. Desde a última quinta-feira, quando se tornou pública a convocação da votação de impeachment, Augusto Melo não para de ganhar força.
É notório o posicionamento dos torcedores do Corinthians contra o impeachment. Isso já perceptível nas redes sociais desde as primeiras notícias publicadas sobre o assunto, principalmente com o vídeo publicado na última sexta pela Gaviões da Fiel, mas reforçado também nesse domingo na Neo Química Arena. Todos os corinthianos com quem conversei em entrevistas pré e pós-jogo se manifestaram a favor de Augusto Melo, entendendo tratar-se de uma articulação golpista cujos envolvidos acabaram xingados e ameaçados de tudo quanto é forma possível e até impublicável.
O próprio presidente ganhou palco político na esteira dessa convocação de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo. Augusto publicou cartas abertas nas redes sociais e concedeu entrevistas exclusivas e coletiva num intervalo de quatro dias. Ainda que tenha exagerado em alguns momentos, como quando se referiu ao atual cenário como uma "segunda Democracia Corinthiana", é inegável que ele esteja falando aquilo que o torcedor concorda e quer ouvir.
Por fim, talvez o maior ganho político que um presidente de clube de futebol possa ter: um apoio público e praticamente irrestrito do elenco com direito a posicionamento de praticamente todos os jogadores em suas redes sociais direcionado a milhões e milhões de seguidores. Tudo isso horas antes de entrarem em campo para uma atuação de gala numa das melhores vitórias do time no ano.
Se os conselheiros votarem pelo impeachment e, posteriormente, os sócios seguirem o mesmo posicionamento, é bem verdade que pouca importância terá tudo isso que aconteceu nos últimos dias. Mas até aqui o grande efeito dessa convocação para votação é uma pressão gigantesca criada sobre os conselheiros e sócios que votarão pró ou contra impeachment de Augusto Melo.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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