É hora de dar o braço a torcer para Carille e Pedrinho

Mayara Munhoz

Editora do Meu Timão. Vive Corinthians 24 horas por dia.

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É hora de dar o braço a torcer para Carille e Pedrinho

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É hora de dar o braço a torcer para Carille e Pedrinho

Carille e Pedrinho me fizeram dar o braço a torcer. Ainda bem

Foto: Montagem Otávio Ariano/Meu Timão

Apesar de não gostar desse imediatismo que tomou conta do futebol nos últimos anos, confesso que acabo me deixando levar em alguns momentos. Por isso, assim como criticamos, também acredito ser necessário "dar o braço a torcer" de vez em quando.

O meu "braço a torcer" de hoje é para Pedrinho e Carille. Vou começar pelo treinador. Não, sigo achando desnecessário atuar com um time tão defensivo em todas as partidas. Isso é questão de preferência.

Mas, no primeiro semestre, confesso, cheguei a ter dúvidas sobre o trabalho de Carille. Gostei muito da primeira passagem (tenho até foto com o técnico), mas fiquei em dúvida nesse retorno. Nunca achei o elenco do Corinthians de 2019 limitado. Não conseguia entender o que estava faltando. E me irritava, e não pouco, os pedidos de calma do treinador. A história de espera da parada da Copa América, então...

No entanto, Carille mostrou, mais uma vez, que sabia o que estava fazendo. Precisava de um tempo mesmo. Precisava conseguir colocar em prática, com calma, sem a pressão de jogo, tudo que o vinha pensando e aprendendo durante o primeiro semestre.

Que bom que deu certo. Quase tudo no time está melhor nesses primeiros jogos. O Corinthians está jogando coletivamente muito melhor. Está mais ofensivo, mais organizado e, como de costume, com uma defesa mais sólida. Posso dizer, sem dúvidas, que o Corinthians do primeiro semestre não teria virado o jogo desse domingo, contra o Fortaleza.

Claro que ainda tem o que melhorar. Se pudesse escolher uma coisa principal seria a efetividade nas finalizações.

E tem Pedrinho, né?

Quem convive comigo sabe que já critiquei bastante. E não tenho motivos para esconder isso. O início bem mais lento do que o esperado no profissional, os problemas com alimentação e a dificuldade para se manter em campo 90 minutos eram motivos justos para críticas.

Cheguei a dizer que o Corinthians tinha cometido um erro ao não vendê-lo na última proposta milionária que recebeu por ele. Que ele poderia não vingar e o clube morreria com o jogador sem conseguir um grande lucro.

Ainda bem que eu estava errada.

O moleque está crescendo (tanto fisicamente quanto mentalmente). Está conseguindo ditar o ritmo de jogo do Corinthians e ganhar seu espaço merecido entre os principais nomes do elenco. Está, finalmente, mostrando o futebol que seu empresário tanto dizia nas cobranças em redes sociais.

Aliás, esse ponto não retiro de minhas críticas. Os pedidos da torcida e do empresário não faziam justiça ao que o jovem apresentava quando tinha chances em campo no início. Ainda bem que dessa vez o imediatismo não venceu e o jogador teve tempo para desenvolver o seu melhor.

Assim como o Corinthians de Carille, Pedrinho ainda pode melhorar. Tem jogadas que desiste cedo demais, outras que não parece pensar antes de fazer. Mas isso vem com a experiência.

No fim, acho que esse texto é mais do que só dar o braço a torcer para o que já critiquei. É uma felicitação por ver que, pelo menos de vez em quando, o imediatismo não está vencendo no futebol. O trabalho, a paciência e a perseverança também dão frutos.

Ainda bem.

Veja mais em: Fábio Carille e Pedrinho.

Coluna da Mayara Munhoz

Por Mayara Munhoz

Editora do Meu Timão. Acompanha tudo que acontece no Corinthians, 24 horas por dia, há mais de dois anos e meio. Escreve mais com o coração do que com a razão.

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