Vitória x Corinthians

Pelo Campeonato Brasileiro, o Corinthians vai empatando contra o Vitória

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Ganhamos o Dérbi da Honra

Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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Ganhamos o Dérbi da Honra

Ganhamos o Dérbi da Honra

Eis a influência externa

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Amigos e amigas fiéis:

O maior legado desses 10 anos da era Mano, Tite e Carille é ter o privilégio de sermos dignamente representados por quem veste o manto.

Sim, houve exceções, mas a regra tem sido essa.

E não podemos ser ingratos.

Quando o bicho pega para valer, os caras nos representam.

Antes da final do Paulista, os rivais, soberbos e iludidos com um time que pensam ser melhor que o nosso, tratavam o jogo como o Dérbi do Século, crentes que ganhariam.

Perderam.

Mas como maus perdedores que sempre foram, encontraram o mimimi da influência externa.

O Dérbi do Século virou finalzinha do Paulistinha.

Por isso vencer esse jogo do Brasileirão era questão de honra.

Honrar nossos proletários fundadores.

Honrar os Necos, Idários e Zés Marias que morreriam em campo, se preciso fosse, para ver nosso pavilhão triunfar.

Honrar a memória de Elisa, a Rainha de Ébano, encarnação eterna da Fiel em forma de mulher.

E esses caras, parodiando o hino nacional, gritaram no solo sagrado de Itaquera: Fiel, verás que filho teu não foge à luta!

E seguiram à risca a bela inscrição encrustada na marquise da Arena: “Jogai por nós”. E todos jogaram por nós.

Começamos dominando. Depois o rival teve dez minutos de brilhareco, que culminou com uma bola na trave.

E nesse momento de dificuldade, aconteceu uma interferência externa: a Fiel torcida começou a cantar, enlouquecida.

Um minuto depois, nosso querido, nosso xodó, bordou uma jogada daquelas que ficam gravadas na retina.

Pedrinho arranca. Vai na vertical? Não.

Ah, deu o breque, recuou, e todo mundo pensa que ele vai virar o jogo ou dar um passe lateral, como qualquer mortal.

Mas ele não é qualquer mortal.

O garoto transpassa dois marcadores, como um fantasma atravessa uma parede.

Passe para Jadson. Lúcido como sempre, o meia vislumbra Maycon passando como um bólido pela esquerda. Cruzamento, desvio do goleiro e Rodriguinho, frio, completa a pintura.

Como é bom ver você jogar, Pedro moleque!

Você ainda nos brindou com um chapéu, um lindo chute e tantas outras jogadas.

Você sempre tenta algo novo, diferente.

Saiu a fumaça branca da nossa base: habemus craque!

E o toque final, o golpe de misericórdia nos maus perdedores, foi dado por Romero.

O paraguaio mata no peito e a bola, como aquelas serpentes indianas, sobe lenta e sinuosamente para sua cabeça.

Ele pensa no desdém que sofreu por “não ter técnica” e vai à forra.

Mantém a lua cheia flanando acima do corpo e baixa-a ao solo.

Quem não é corinthiano não entende Romero. Nós entendemos.

E foi o um a zero mais humilhante da história.

Veja mais em: Dérbi.

Coluna do Roberto Gomes Zanin

Por Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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