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Turbulência
E agora, Carille?
Foto: Daniel Augusto Jr. Agência Corinthians
Este Corinthians me dá depressão
Opinião de Roberto Gomes Zanin
Fiquei com bode do Corinthians.
Espero que me entendam.
Claro, a paixão continua a mesma. O sangue alvinegro sempre estará nas minhas veias.
Mas o não-futebol apresentado pelo time me enjoou. E não há Dramin que me cure disso.
Quem vos escreve sempre defendeu Carille.
Via nele o lado bom do pragmatismo.
Depois de Losts e Desventuras, a volta de Fábio sinalizava, ao menos, a volta de um time sólido, competitivo.
Ganhamos o Tri Paulista, comemorei muito, lógico, mas, como o próprio treinador reconheceu, jogamos mal.
De abril para cá, a desculpa era sempre "a parada da Copa América".
Finalmente, vamos ter tempo para treinar a equipe, etc.,etc.
E daí veio o bode.
Três amistosos ridículos.
Time burocrático, sem padrão, mal escalado, sem criatividade, sem imaginação.
Os dois lados da balança corinthiana para mim estão bem definidos.
De um lado, um treinador que não consegue mudar o patamar do time.
Do outro, um elenco bem menos forte do que se pensava, com alguns jogadores superestimados e outros em declínio técnico e físico.
Nesse sentido, temos duas perguntas cruciais.
-
Será que com esse elenco Carille poderia entregar um futebol melhor?
-
Será que outro treinador faria esse elenco render mais?
Turbulência à vista.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.





