O que é o Corinthians do Carille? Eu respondo...

Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e por 12 anos foi repórter e editor no Diário Lance!. Participa, quando convidado, de programas esportivos no SporTV e na Band.

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O que é o Corinthians do Carille? Eu respondo...

Corinthians vem jogando às quartas e domingos. Sem respiro...

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Vou responder a pergunta do título da coluna logo de cara, sem enrolação: o Corinthians do Fábio Carille é organização tática, força física e coração.

São essas três virtudes juntas que fazem essa equipe conseguir bater de frente com adversários tecnicamente melhores, como o multimilionário Palmeiras que perdeu nada menos do que cinco dos últimos seis Dérbis com Carille no banco.

Agora, porém, são quatro jogos sem vitória. O que faltou nesses quatro últimos jogos? Por que a equipe não conseguiu mais jogar aquele eficiente e pragmático futebol? Porque não teve essas três virtudes simultaneamente.

A força física do time não foi a mesma. A maratona de jogos e o erro de planejamento de ir a BH com os titulares no quarto compromisso seguido como visitante retiram uma das três principais virtudes desse Corinthians que ganhou três dos últimos cinco títulos disputados.

Sem a mesma força física, os jogadores passaram também a não ter a mesma organização tática, que consiste em ocupar o máximo de espaços, com todos atacando e se defendendo de forma coesa. Gol como aquele primeiro do Independiente, com apenas um minuto, entrando na zaga por dentro, era impensável...

O coração segue lá, intacto, não houve preguiça nem acomodação. Mas a força física dos jogadores não é mais a mesma. Em Salvador, sem tantas chegadas ao ataque. Em BH, amassado pelo Atlético. Diante dos argentinos, um dos piores jogos...

Os sinais vieram e Carille optou por uma equipe mista que, aliás, deveria de ter sido totalmente reserva. O Corinthians já mostrou uma força física maior diante do Ceará, chegou mais ao ataque. Em tempo: mesmo com metade de sangue novo, o segundo tempo não foi igual ao primeiro em intensidade.

Vem aí o Vitória. Apenas na quinta. Ou seja, quatro dias de diferença para o jogo do Ceará. Haverá tempo suficiente para o tanque de gás ser preenchido e tentar buscar a vaga na Copa do Brasil

O problema virá três dias depois contra o Palmeiras. Sim, apenas três dias depois. Como ocorreu na primeira final do Paulistão, quando o Corinthians perdeu na mesma Arena sem ter força para reagir após o primeiro gol do adversário.

A previsão é de caos físico no Dérbi. Sem dúvida. A saída, talvez, seja colocar jogador de tanque cheio. Talvez, a única saída...

Veja mais em: Fábio Carille e Elenco do Corinthians.

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Por Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e por 12 anos foi repórter e editor no Diário Lance!. Participa, quando convidado, de programas esportivos no SporTV e na Band.

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