Cássio, o monstro, decide novamente

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

ver detalhes

Cássio, o monstro, decide novamente

Coluna do Walter Falceta

Opinião de Walter Falceta

4.0 mil visualizações 47 comentários Comunicar erro

Cássio, o monstro, decide novamente

A camisa do grande goleiro: relíquia de mais uma proeza

Foto: Divulgação / Corinthians

1) Respeito demais os ronaldistas e os gylmaristas, mas continuo a considerar Cássio como o maior goleiro da história do Corinthians. Na noite desta quarta-feira, o arqueiro foi fundamental na classificação da equipe mosqueteira em El Cilindro, em Avellaneda.

2) A façanha nos pênaltis premia a apresentação 395, quando o guarda-metas gaúcho empatou em número de partidas com o lendário Gylmar dos Santos Neves, ídolo eterno de corinthianos e brasileiros, espetacular nas conquistas da década de 1950.

3) No início do jogo, o Corinthians teve o comportamento esperado, cauteloso, com marcação baixa, no aguardo de um erro do adversário para avançar até a meta do competente Arias.

4) A esquadra de Carille, no entanto, abdicou em demasia da posse da bola, o que propiciou amplo domínio territorial do Racing. O gol de Cristaldo originou-se de uma jogada aérea, na qual os donos da casa exploraram a mais evidente deficiência do clube de Parque São Jorge.

5) Na segunda etapa, o Corinthians decidiu partir em busca do gol que levaria a disputa da vaga para a cobrança de tiros diretos da marca da cal. E também em uma jogada aérea vazou a meta alviceleste em um tirambaço à queima-roupa de Vagner Love.

6) Em um rápido contra-ataque, em bela trama de Pedrinho e Gustagol, o mesmo Love poderia ter decretado o 2 a 1. No entanto, os argentinos foram salvos pela acrobacia do arqueiro compatriota, naturalizado chileno.

7) Em seguida, o Corinthians novamente recuou em demasia, entregando a bola ao adversário. Fazia diferença a qualidade do passe dos donos da casa, que naturalmente jogam de forma compacta e, com facilidade, recuperam a posse da pelota.

8) Sofria o Corinthians, sobretudo, com a marcação falha no setor esquerdo defensivo. Em dado momento, Sornoza foi destacado para acudir o lateral Avelar. Daquele setor, partiam perigosos cruzamentos contra a cidadela de Cássio.

9) Já que lembramos Gylmar, convém destacar o empenho especial de alguns atletas mosqueteiros nesta jornada platina. Ralf e Ramiro, em especial, encarnaram aquela garra que nos remete aos feitos excepcionais de Idário e Goiano. Sornoza também merece menção especial. Cada vez mais entrosado com os companheiros, pode escrever uma bela história no Timão.

10) Nos tiros livres fatais, cabe uma reprovação severa à cobrança de Avelar, que poderia ter decidido favoravelmente ao alvinegro o renhido tira-teima. Tomou econômica distância e num disparo ao estilo "curling" carimbou a trave esquerda. Há inúmeros estudos que comprovam a redução de chances daqueles cobradores que tomam pouca distância nesse tipo de lance.

11) O talento e a competência de nosso grande Cássio, no entanto, impediram que Solari anotasse o tento de empate na série alternada. Vitória suada e, sim, maiúscula, diante de um adversário qualificado. Sim, o foco do Racing está no Campeonato Argentino, mas ainda assim mobilizou recursos e energias para seguir na competição intercontinental. De resto, parabéns às duas equipes. Um ótimo espetáculo.

Veja mais em: Cássio.

Coluna do Walter Falceta

Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

O que você achou do post do Walter Falceta?