Análise: Corinthians volta a apostar na dupla Renato e Paulinho, mas vê outra opção ganhar força
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Por Tomás Rosolino
Jogadores do Corinthians comemorando o gol da vitória no segundo tempo, essencial para fazer valer o bom jogo
Danilo Fernandes / Meu Timão
Depois de surpreender contra o Botafogo, o Corinthians foi para o jogo mais importante da sua temporada até aqui com a opção que Vítor Pereira vinha adotando na maior parte do ano: Renato e Paulinho no meio-campo, com apenas Maycon como volante mais fixo. A vitória veio, mas há indícios de que o embate de domingo é mais modelo do que o desta quarta-feira.
O 1 a 0 contra o Deportivo Cali é o que o Timão precisava para seguir vivo na Libertadores e a produção ofensiva não foi ruim. O jogo, em geral, não foi ruim por parte dos donos da casa, razoavelmente dominantes em quase todos os momentos, sofrendo apenas na bola aérea defensiva.
Em comparação com o embate do final de semana, no entanto, ficou clara diferença de um meio-campo que não consegue roubar tantas bolas no campo de ataque, deixando Willian e Mantuan no mano a mano já próximo do gol. É possível que se veja cada vez menos Renato e Paulinho em campo desde o começo no restante da temporada.
No campo vimos um time que abusou das jogadas pelo lado direito e fez por merecer o gol, mandando bola na trave, parando em boas defesas do goleiro e ficando até no quase com um gol anulado de Jô. O tento, no entanto, veio com uma jogada bizarra do zagueiro adversário, empurrando para o gol após espalmada do arqueiro.
O lado bom para os alvinegros fica por mais uma boa participação de Mantuan, aparentemente adaptado ao corredor direito no ataque e oferecendo a vitalidade necessária para a função. Raul Gustavo, muito ligado durante os 90 minutos, também fez boa partida contra o Deportivo Cali.
A grande força motriz da equipe, no entanto, segue sendo Willian. O meia-atacante é quem dribla, sofre faltas e desarruma a defesa adversária, forçando dobras na sua marcação e por vezes construindo lances de gol. O camisa 10 é o destaque da temporada nos jogos grandes e merece a preparação necessária para "voar" nesses embates.
O elenco pouco experiente custou algumas faltas bobas na etapa final, dando ao visitante a chance de fazer a única coisa que gostava: jogar a bola na área, método que quase levou o rival ao empate. É algo a se lidar e, só vivendo isso, como a pressão do final de semana no Engenhão, que os jovens vão crescer.
Por fim, Corinthians ganha mais confiança, mas vai precisar confirmar essas vitórias pelo menos até o jogo contra o Boca, no dia 26, para manter a sua temporada controlada. Um time funciona melhor quando não precisa sempre estar no limite.
