Rogerio Salgado
Não sou desinformado, muito menos massa de manobra de dirigente de estimação. A proposta deste novo estatuto já foi destrinchada artigo por artigo em vários canais segmentados. Te trago dois pontos que por si só, já mancham o famigerado "EstaTUMA":
*49% por cento de controle para um hipotético investidor no modelo de SAF, 51% para controle do clube. Logo, maioria de ações para os mesmos canalhas que meteram o clube no buraco em que está, e se afundando cada vez mais (qual investidor em sã consciência iria botar dinheiro pra dirigente incompetente e corrupto ter a última palavra? );
*Qualquer decisão deverá ser aprovada por 2/3 dos associados e ser reapreciada pelo conselho deliberativo e ser aprovada por 2/3 dos conselheiros. Ou seja: a palavra final sempre será do conselho, que além de minoria são parte de um sistema falido e sequestrado politicamente.
Ponto bônus: até o voto do Fiel torcedor, principal isca do tal estatuto, não contempla o torcedor da forma abrangente como merecia, pois limita à possibilidade de escolha apenas do presidente do executivo, não do conselho deliberativo e seu presidente. E ainda veta inadimplentes, mesmo que o atraso no pagamento tenha sido há "séculos", não fazendo jus a quem corriqueiramente está em dia, tendo eventualmente cometido um atraso ou outro.
Claro que há pontos positivos, como as travas de nepotismo. Mas reformar estatuto não limpa o clube da política suja que hoje impera em qualquer gestão lá dentro. Aliás, eu nem estaria me desgastando aqui se o futebol fosse separado do clube. Os tais "ratos", como a maioria da torcida gosta de chamar, poderiam roubar a vontade a bocha, a piscina, o "bar de não sei o quê", a quermesse e todas as picuinhas de dentro do PSJ. Desde que não mexessem no futebol. Portanto, só INTERVENÇÃO JUDICIAL E SAFIEL SALVAM!
em Post > Comentário de Bruno no Meu Timão
Em resposta ao comentário:
Não tem pegadinha nenhuma. Desconfie daqueles que espalharam desinformação. A maior prova que a reforma iria trazer muita transparência, controle, compliance e gestão profissional é o desespero desses vitalícios em não deixar os sócios aprovarem. O texto base era excelente, atualizado com normas recentes do Código Civil e gerava muita segurança jurídica, principalmente nas partes que mais teve desinformação, que foram as de regras para assembleia geral, quórum qualificado e aprovação de SAF.