Guerrero levou "enquadro" da torcida. Saiba detalhes da invasão ao CT

Guerrero levou "enquadro" da torcida. Saiba detalhes da invasão ao CT

Guerrero levou enquadro

Guerrero levou enquadro

Um grupo de mais de cem torcedores revoltados invadiu o CT Joaquim Grava e fez o Corinthians viver um dia de pânico neste sábado. Durante mais de três horas, o elenco ficou trancafiado no vestiário com acesso restrito a comida e bebida. Guerrero demorou a entrar na sala com os companheiros e chegou a ser hostilizado e ameaçado pelos vândalos. Depois de horas de muita pressão e violência, funcionários, jogadores e dirigentes do clube saíram com a sensação de que nunca tinham visto algo parecido com o ocorrido do último sábado.

A opinião foi repetida por todas as pessoas ouvidas pela reportagem. O elenco, grande alvo do protesto, escapou por pouco de um contato direto com os vândalos. Quando o grupo entrou no CT, pulando muros e cortando as cercas, quase todos os jogadores ainda estavam no vestiário.

As exceções eram os goleiros, que iniciavam o trabalho no último campo do local, que fica próximo ao hotel. Foi para lá que Walter, Danilo Fernandes e Julio Cesar correram quando avistaram os primeiros torcedores. A movimentação fez os vândalos acharem que os jogadores estavam nos quartos.

Irritados e munidos de pedaços de pau, bambus e até facas, eles foram ao hotel, ameaçaram a recepcionista a chegaram a entrar em alguns quartos. Quando viram que tudo estava vazio, eles partiram para o outro prédio, onde ficam as salas da comissão técnica, a academia e o vestiário, que já abrigava os jogadores, cientes da invasão.

Para evitar o conflito, os atletas fizeram uma barricada na porta com os armários. Mano Menezes e o diretor Ronaldo Ximenes ficaram na sala do treinador, onde conversavam quando a confusão começou. Quase todos os potenciais alvos estavam protegidos. A exceção foi Paolo Guerrero, que ainda não tinha entrado no vestiário e encontrou alguns vândalos.

O peruano, que nem estava na mira dos torcedores, foi pressionado, hostilizado e ameaçado. Quando os seguranças e policiais livraram o atacante, ele correu para se juntar aos colegas, que conversavam com as pessoas pela porta fechada.

O elenco permaneceu no local por mais de três horas, sem acesso a comida ou bebida. Quando a confusão abrandou, funcionários do clube chegaram a passar garrafas de água e isotônicos escondidos para dentro da sala.

Do lado de fora, a confusão só começou a se dissipar quando Ronaldo Ximenes saiu para tentar estabelecer um diálogo. Para isso, pediu que os torcedores montassem uma espécie de comissão. Mesmo em menor número, eles insistiam em falar com o elenco, o que era negado pelo diretor. Foi então que Mano deixou sua sala e foi de encontro ao grupo.

"O Mano se dispôs voluntariamente a recebê-los. Ele até identificou alguns deles de um protesto que ele sofreu em 2008. Contou detalhes de como foi. Falou: 'Lembram o que eu falei naquela época? Que íamos trabalhar. Agora é a mesma coisa, vocês precisam me deixar trabalhar'. Com isso, eles se sentiram atendidos e se retiraram", disse Ximenes.

O saldo, porém, foi duro. Três funcionários tiveram seus celulares roubados, vidros, portas e até a fachada do CT foram depredados e um segurança e uma faxineira do clube ficaram feridos. Joaquim Grava, consultor médico do clube, se assustou, teve uma crise hipertensa e chegou a sofrer um corte no tornozelo ao cair. Em entrevista ao ESPN.com.br, ele relatou um pouco do choque.

O baque psicológico talvez tenha sido ainda pior. A reação inicial dos jogadores foi pedir o adiamento da partida contra a Ponte Preta, deste domingo. A direção do Corinthians, que já tinha pensado na hipótese, consultou o seu próprio departamento jurídico para saber as consequências. Mário Gobbi, presidente do clube, entrou em contato com a FPF (Federação Paulista de Futebol) para fazer uma consulta informal.

No papo com Marco Polo del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente e vice da entidade, respectivamente, ouviu que compromissos com a TV e os patrocinadores não permitiam a mudança de calendário. O recado foi passado ao elenco. Os jogadores foram liberados da concentração para passarem a noite com as famílias e se apresentarão neste domingo, às 11h, para irem a Campinas.

Segundo o blog do Juca Kfouri, porém, os jogadores ainda não se decidiram sobre o que fazer. Guerrero, especificamente, não estaria disposto a entrar em campo. O Corinthians não deve forçar nenhum atleta a jogar, mas pretende mandar seu time para o gramado de qualquer forma. No entendimento do clube, boicotar a partida traria prejuízos financeiros e políticos. Uma das possíveis consequências é a eliminação da competição, hipótese prevista no regulamento do Paulista.

Se tudo ocorrer da maneira como a direção planeja, no entanto, o elenco estará em Campinas no começo da tarde e em campo às 17h. O confronto contra a Ponte pode ser decisivo para a manutenção, ou não, da crise, já que o time não vence há duas partidas e vem da goleada por 5 a 1 para o Santos.

Fonte: Uol portal

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