Primeiro título de Sócrates no Corinthians completa 35 anos

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Por Diego Salgado

Sócrates chegou ao Corinthians em agosto de 1978 e sagrou-se campeão 18 meses depois

Sócrates chegou ao Corinthians em agosto de 1978 e sagrou-se campeão 18 meses depois

Gazeta Press

Um lance incomum marcou o começo da trajetória de conquistas de Sócrates no Corinthians. Há exatos 35 anos, no dia 10 de fevereiro de 1980, o craque corinthiano abriu o placar diante da Ponte Preta no Morumbi, na final do Campeonato Paulista. O gol, marcado de perna esquerda, com a camisa 9 às costas, deu início à festa alvinegra na decisão do estadual de 1979 - Palhinha, 12 minutos depois, daria números finais à partida.

O título de 1979 foi conquistado 18 meses depois de o jogador estrear com a camisa do Corinthians, em agosto de 1978, contra o Santos. Quando chegou ao clube, já aos 24 anos, após brilhar no Botafogo-SP, Sócrates juntou-se aos campeões de 1977, responsáveis pelo fim do jejum de 22 anos e oito meses sem títulos - entre eles, Zé Maria, Wladimir, Basílio, Vaguinho, Romeu e Palhinha.

Com o craque e alguns novos contratados, como Amaral e Biro-Biro, o Corinthians logo mostrou que os tempos difíceis haviam mesmo chegado ao fim. O Paulistão de 1979 começou a ser disputado em julho. O Campeonato Brasileiro, por sua vez, em setembro. Dessa forma, o time corinthiano disputou apenas o estadual.

Na primeira fase, a equipe treinada por Jorge Vieira venceu 15 partidas e empatou 17, de um total de 38 jogos. Na liderança de um dos quatro grupos, o time passou à segunda fase. Na disputa com Ponte Preta, Ferroviária, São Paulo, América e Botafogo, o Corinthians conseguiu avançar à semifinal.

O campeonato, então, ficou 67 dias de interrompido por causa de uma batalha judicial ligada à renda de uma rodada dupla - Vicente Matheus não quis a divisão e o Corinthians não entrou em campo para enfrentar a Ponte Preta no mesmo dia do confronto Palmeiras e Guarani.

Na luta por uma vaga na final, o time alvinegro, já em janeiro de 1980, derrotou a equipe palmeirense após um empate por 1 a 1 e uma vitória por 1 a 0, gol de Biro-Biro, de canela. Na decisão contra a Ponte Preta, que venceu o dérbi de Campinas, o Corinthians sofreu menos em relação à final de 1977.

Como havia ocorrido dois anos antes, o título foi decidido em três partidas. Na primeira decisão, Palhinha reeditou o roteiro de 1977 ao marcar o único gol do confronto. No jogo seguinte, um empate sem gols forçou a disputa do terceiro duelo. Na decisão, o time faturou o 17º título paulista ao fazer 2 a 0, sob os olhares de 90.578 torcedores. Sócrates voltaria a erguer a taça do estadual em 1982 e 1983, já com a mítica camisa 8 corinthiana.

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