Após golaço, Jadson diz que Tite teve 80% de influência ao recusar proposta da China

Após golaço, Jadson diz que Tite teve 80% de influência ao recusar proposta da China

Por Meu Timão

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Com um lindo chute no ângulo, o armador abriu o placar contra o Danubio ainda no primeiro tempo

Com um lindo chute no ângulo, o armador abriu o placar contra o Danubio ainda no primeiro tempo

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Autor do golaço de falta desta quarta-feira, Jadson teve mais uma atuação de destaque com o manto sagrado do embalado Corinthians, que ainda não sabe o que é perder nesta temporada. O camisa 10 foi decisivo para a goleada sobre o Danubio (URU) por 4 a 0, pela Copa Libertadores da América.

Titular incontestável do Timão, Jadson revelou que o técnico Tite teve grande contribuição para sua permanência no clube do Parque São Jorge. Em fevereiro deste ano, após uma boa performance no clássico contra o São Paulo, na estreia do torneio continental, o meia recebeu uma proposta milionária do Jiangsu Sainty (CHI) e quase deixou o Corinthians.

"De 0% a 100%, acho que uns 80%", definiu Jadson sobre a influência do treinador. "A confiança que Tite passou para mim e para o grupo foi fundamental. No ano passado, não terminei bem a temporada, sei disso, mas no começo deste, nos EUA, me preparei bem e ele teve uma conversa comigo, dizendo que estava contando com meu futebol e eu corri atrás, não veio de bandeja. Tive que trabalhar muito para ganhar confiança e meu espaço", analisou o camisa 10 durante participação no programa Seleção SporTV.

"Não é convencer, ele não impôs que eu ficasse, teve só uma conversa falando que contava com meu futebol, que na parte técnica ele contava comigo. Só que chegar e falar sim ou não, ele disse que não ia interferir", acrescentou o meia.

Apelidado de 'Magic Jadson' pela torcida alvinegra, o meio-campista pouco atuou sob o comando de Mano Menezes, ex-treinador da equipe em 2014. Mesmo reserva, o armador admitiu que outros jogadores estavam em melhor momento, como o uruguaio Lodeiro. "É difícil para o treinador, tem 30 jogadores e ele tem de escalar 11. A equipe estava bem também no final do ano, com jogadores de qualidade, não tem como tirar um se a equipe está bem. Estava esperando minha oportunidade e surgiu neste ano. Quando Lodeiro foi negociado, Tite me chamou e falou: "Chegou sua hora". Estou a cada jogo tentando ganhar meu espaço", explicou.

Durante sua entrevista, Jadson lamentou as injúrias raciais que Elias sofreu nesta quarta-feira. E afirmou que a equipe uruguaia só queria saber de 'pancada'. "Tite já tinha alertado nossa equipe, sabemos que uruguaios e argentinos têm a característica de querer desestabilizar na porrada, de querer xingar, como foi com Elias, estávamos preparados e concentrados. Fomos para jogar bola, a gente queria vencer, por isso jogamos bem. Tite ficou transtornado (com uma das faltas em Sheik). Faltou espírito esportivo. Nossa equipe não fez graça, só jogou, colocou a bola no chão e começou a trabalhar. Só faltava a faísca para eles explodirem. Nossa equipe jogando bem agitou a deles, que foi para o lado da pancadaria", finalizou.

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