Olheiro relembra apostas do Corinthians e revela decepção

Olheiro relembra apostas do Corinthians e revela decepção

Por Meu Timão

Mauro da Silva (à esquerda) é homem de confiança da comissão técnica do Corinthians

Mauro da Silva (à esquerda) é homem de confiança da comissão técnica do Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Ponta-esquerda do Corinthians nos anos 90, Mauro da Silva foi o responsável por “descobrir” jogadores como Ralf, Jucilei, Leandro Castán, Paulinho e Edenílson. Apelidado de Mauro “Van Basten” ao longo da carreira como atleta, o hoje olheiro relembrou algumas contratações do Timão que foram indicadas por ele.

“Na época do Mano Menezes (2008), ele queria um volante que tinha característica de sair para jogar. Naquele momento, eu estava no campo do Juventus assistindo a um jogo e cruzei com o sogro do Cristian, o Baroninho”, conta Mauro da Silva, em entrevista à Rádio Jovem Pam.

“Conversei com ele, que disse que o Cristian não estava contente no Flamengo. Falei: 'É a característica que o Mano está querendo'. É assim, a gente está sempre assistindo a jogos, viajando, trocando informações pelo Brasil”, acrescentou. O observador revela que já foi a partidas com o objetivo de analisar determinado atleta, mas mudou de ideia ao se deparar com outro talento.

“Jogaram Corinthians e Santo André em Barueri (em 2010), e todo mundo estava falando do Rodriguinho, atacante (que depois defendeu o Fluminense). E o Rodriguinho fez um bom jogo mesmo, mas nesse dia o Bruno César fez um jogo maravilhoso... Acabou o jogo, o Mano perguntou o que a gente achou, e eu falei baixinho: 'O bom é o 10'”, recorda.

No entanto, as “apostas” de Silva nem sempre se concretizam. Após boas atuações no Campeonato Paulista pelo Bragantino, o atacante Bill despertou o interesse do olheiro, que o indicou para a cúpula alvinegra. “Quando contratou o Bill (em 2009), a gente pensou que ia ser um jogador que...”, relembra, com entusiasmo.

“Na época tinha o Ronaldo, ele até comentou quando viu o Bill jogar: 'Vai me ajudar muito, porque ele faz bem a parede. Vou tocar nele e vou sempre estar em condições, porque não estou mais em condição de jogar de costas, trombando com o zagueiro'. E não deu certo”, lamenta. As expectativas acerca do futebol do atacante não se confirmaram, e ele acabou emprestado ao Coritiba.

Depois de duas temporadas no clube paranaense, Bill retornou ao Parque São Jorge para tentar apagar a primeira má impressão, mas não obteve sucesso. Com três gols marcados em 18 partidas, deixou o Timão ao término de seu vínculo e acertou com o Santos. Desde então, acumula rápidas passagens por Al-Ittihad, da Arábia Saudita, Coritiba, Ceará e Botafogo.

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