Com ídolo Wladimir, grupo de corinthianos se reúne em movimento 'Canto da Democracia'

Com ídolo Wladimir, grupo de corinthianos se reúne em movimento 'Canto da Democracia'

Por Meu Timão

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Wladimir e Chico Malfitani participaram de evento 'Canto da Democracia'

Wladimir e Chico Malfitani participaram de evento 'Canto da Democracia'

Foto: Charles Trigueiro

Na noite da última quinta-feira, um grupo de cerca de 200 corinthianos se juntou às manifestações do Canto da Democracia. O grupo, liderado pelo ex-atleta Wladimir, fez uma manifestação apartidária com bandeiras e camisas do Corinthians, em dia que lembrou os 52 anos do Golpe Militar de 1964.

Entitulado "Coletivo Democracia Corinthiana", o grupo fez questão de manifestar caráter independente e desligado da situação política do clube e das Torcidas Organizadas. Além de Wladimir, estavam presentes nomes como o dos jornalistas Chico Malfitani, um dos fundadores dos Gaviões da Fiel e Antonio Carlos Fon, um dos responsáveis pela emblemática faixa "Anistia ampla, geral e irrestrita" levantada pela Fiel em 1979.

Os manifestantes também tiveram chancela de Katia Bagnarelli, viúva do ídolo Sócrates, que apoiou o movimento que carregava imagens do "doutor" corinthiano em estandartes com as frases "Liberdade e Justiça" e "Sempre com Democracia". Reunidas, as pessoas marcharam da Estação Liberdade até a Praça da Sé, entoando cânticos corinthianos.

A pauta do movimento defende o combate à corrupção, mas com respeito à democracia e ao resultado das últimas eleições, de acordo com o texto de seu manifesto: "É óbvio que todo corinthiano deseja vigor no combate à corrupção. Ele sabe que ela atrasa o crescimento econômico, prejudica a atividade empreendedora, promove a injustiça e, por fim, tira o pão da mesa dos mais humildes" declaram.

O nome do grupo faz menção ao movimento histórico que aconteceu dentro do clube, encabeçado por Adílson Monteiro, Sócrates, Casagrande e Wladimir. Iniciado no campo, o movimento ajudou no processo de redemocratização do Brasil quando transformou o futebol em espaço de debate político durante o período da Ditadura Militar.

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