Andrés 'atualiza' situação dos CIDs da Arena e dispara: 'Se não fosse a Copa, já estaria tudo pago'

Andrés 'atualiza' situação dos CIDs da Arena e dispara: 'Se não fosse a Copa, já estaria tudo pago'

Por Meu Timão

Andrés Sanchez foi homem-forte por trás da construção da Arena Corinthians

Andrés Sanchez foi homem-forte por trás da construção da Arena Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Ex-presidente e ex-superintendente de futebol do Corinthians, Andrés Sanchez voltou a falar com a imprensa. Dois dias após conceder entrevista coletiva, o homem-forte por trás da construção da Arena Corinthians "atualizou" a situação dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) do estádio em conversa com o Blog do Ohata, do Uol Esporte.

De acordo com Andrés, os CIDs valorizaram nos últimos meses. O Certificados são parte de um acordo entre a Prefeitura de São Paulo e o Corinthians, e são comumente emitidos para incentivar empresas a investirem em empreendimentos que fomentam regiões carentes da cidade. Até novembro do ano passado, haviam sido arrecadados pouco mais de R$ 16 milhões por meio de tais papéis. Segundo Andrés, o valor já chega a R$ 26 milhões.

"O valor dos CIDs hoje é de aproximadamente R$ 490 milhões, valorizaram em relação ao valor original de R$ 400 milhões. Mas como houve questionamento do Ministério Público, que nós ganhamos em primeira instância, gerou dúvidas [no mercado]. Já vendemos 26 milhões [em CIDs], tá vendendo. Mas na crise econômica que nós estamos hoje…", disse, o ex-mandatário do Corinthians, lembrando que o MP questionou a validade dos CIDs emitidos pela Prefeitura de São Paulo.

Fato é que os mais de R$ 400 milhões que são esperados por meio dos Certificados irão direto para o fundo de investimento que administra o estádio, ajudando assim no pagamento dos empréstimos que viabilizaram a construção da Arena. Andrés voltou a falar em "crise econômica" para justificar suposta dificuldade do Corinthians em pagar o valor de R$ 1,2 bilhão a que chegou o orçamento da obra.

"O problema do estádio é que os camarotes e as cadeiras não estão vendendo como a gente imaginava, pelo problema econômico de um ano e meio para cá. Falta vender 70% dos camarotes e 65% das cadeiras. O camarote mais barato custa por ano entre R$ 280 mil e R$ 350 mil, dependendo da localização do que tem. A cadeira mais barata é R$ 3.800/ano", declarou.

Por fim, Andrés admitiu que talvez tenha sido um erro construir um estádio com as exigências e proporções exigidas pela Fifa. Foi justamente o interesse do clube em ter uma arena que sediasse a Copa do Mundo que elevou o custo inicial de menos de R$ 400 milhões para mais de R$ 1 bilhão.

"(...) Hoje eu faria um estádio mais simples, mais humilde, para 40 mil pessoas, com outro tipo de acabamento, que custaria, no máximo, R$ 350 milhões, 380 milhões, que era o projeto inicial. Mesmo assim, o estádio mais barato do Brasil [por metro quadrado] é o do Corinthians. O metro quadrado custa R$ 5.185. Mas veja o acabamento que tem no Corinthians e o que tem nos outros", explicou.

"Para a Copa do Mundo? [Enfático] Jamais. Se não fosse para a Copa, já tava tudo pago", finalizou.

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