Com 'selo de guerra', Marlone recorda infância difícil e comemora volta por cima

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Marlone é um dos poucos destaques do Corinthians na reta final da temporada

Marlone é um dos poucos destaques do Corinthians na reta final da temporada

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Autor do gol que definiu a vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Internacional, Marlone vive uma semana de sonhos. Antes reserva sob o comando de Oswaldo de Oliveira, foi indicado ao Prêmio Puskás e brilhou pelo Timão em partida decisiva do Campeonato Brasileiro no mesmo dia. Em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, o camisa 8 celebrou o bom momento.

“Você tenta ser decisivo, fazer boa atuação, ajudar o time, te ajuda de alguma forma. Sempre tentei aproveitar as oportunidades com a camisa do Corinthians. Antes de Oswaldo, participei de oito de 15 gols do time. Estou aí para ajudar a equipe. Quero sempre jogar, ser titular, qualquer um do clube quer ser”, afirmou Marlone.

Durante o bate-papo com jornalistas, Marlone foi questionado a respeito da infância. O atleta corinthiano foi criado em Augustinópolis, no norte do Tocantins, por uma família amiga de sua mãe. Já o irmão gêmeo cresceu ao redor dos avôs maternos no Piauí. Marlon, aliás, na verdade foi registrado como Marlos, embora seja chamado pelo primeiro nome.

“Quando nasci, minha mãe não tinha condição para nos criar, fui para outra família. Desde então, tenho selo de guerra. Esse ano foi resumo disso. Perseverei, não desisti. Nunca fiz corpo mole nos treinos. (Não jogar) só me motivou mais ainda. Tudo tem hora certa e momento certo. Agora só tenho a agradecer à minha família, pessoas que torcem por mim. Fico até emocionado porque sempre sonhei com isso, vim do interior do Tocantins, um lugar onde a perspectiva era menor. Essa trajetória minha no Corinthians eu confiei e não desisti”, contou o meio-campista, que voltou a falar da indicação ao prêmio do gol mais bonito da temporada organizado pela Fifa.

“Foi uma semana bem gostosa, recebi a notícia na hora do almoço, meu celular não parou de tocar. Foi uma tarde bem gostosa, ouvi muitos parabéns pela notícia do gol no Puskás. Minha ficha nem caiu ainda, a gente só vê acontecendo com os outros, caras consagrados no futebol mundial. Quando é com você, não acredita”.

A comemoração, porém, tem data para terminar. Isso porque o Corinthians tem confronto direto com o Atlético-PR, rival pela sexta vaga do Brasileirão, neste sábado. Para Marlone, o embate será recheado de emoções.

“Vai ser uma final. A gente já começou a pensar isso desde ontem, após a vitória. O resultado dá confiança ao torcedor, ao grupo, de brigar por uma vaga na Libertadores”, finalizou.

Veja mais em: Marlone.

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