Próximo do Corinthians, Rosenberg cutuca Palmeiras e São Paulo

Próximo do Corinthians, Rosenberg cutuca Palmeiras e São Paulo

Por Meu Timão

Rosenberg não perdeu chance de zombar de Palmeiras e São Paulo

Rosenberg não perdeu chance de zombar de Palmeiras e São Paulo

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Ex-diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg mostrou-se bastante afiado em uma entrevista concedida à Rádio Bradesco FM, nesta terça-feira. Além de explicar sua aproximação do Timão no atual cenário político do Parque São Jorge, ele não perdeu a oportunidade de tirar onda para cima de São Paulo e Palmeiras.

Questionado sobre a aposta do clube do Morumbi de colocar o ex-goleiro Rogério Ceni como técnico, Rosenberg deu a entender que é apenas uma questão de tempo até o treinador ser demitido por maus resultados.

"Lógico que a gente curte demais o naufrágio do São Paulo. Mas quando eles vêm tentando transformar um goleiro em técnico iniciante. Vai ser muito divertido (...) Torcedores do Corinthians vão fazer bolão para ver quando ele vai cair", disse.

"Milagre existe [respondendo se Ceni dará certo]. Conhece o provérbio do Barão de Itararé: 'De onde menos se espera, daí é que não sai nada'? Mas vai chegar assim sem ao menos treinar um pouco na Ferroviária? Vou ficar muito surpreso", completou.

No que diz respeito ao Palmeiras, Rosenberg elogiou a capacidade da gestão de Paulo Nobre de fazer o clube enriquecer e montar um elenco competitivo. Até aí, nada de cutucada. Para exemplificar, porém, o ex-diretor destacou que é esperado de um clube grande como o Corinthians tal sucesso em termos financeiros; no caso de uma equipe como a da Barra Funda, o diferencial foi o dinheiro aplicado pelo ex-presidente e pela patrocinadora.

"Quanto à situação do Palmeiras eu tenho uma grande admiração. Fazer o que a gente fez no Corinthians, de aumentar a receita seis vezes em cinco anos, não é difícil. Porque é muito poderosa essa marca (Corinthians). Eu conseguia negociar contratos, eram duas ou três vezes mais caros do que os outros clubes. O Palmeiras é um clube mercadologicamente muito limitado. Ele tem uma torcida muito localizada, muito específica, então ele não gera o dividendo com o patrocinador que gera um Corinthians ou um Flamengo", argumentou.

"Resultado, para conseguir o que ele conseguiu, você precisa da loucura maravilhosa do seu presidente, que botou o dinheiro na hora que pareceu que nunca mais esse dinheiro voltaria. O empenho dele, esse fanatismo dele, eu acho uma coisa maravilhosa. O presidente tem que ser absolutamente possuído pelo clube e não um babaca que acha que está perdendo tempo ao invés de estar na sua sala, estar no estádio recebendo os fluídos magnéticos da torcida. Mais do que isso, se não bastasse um presidente que bota dinheiro, receber com um juros de pai para filho, ainda há uma patrocinadora que paga pela marca, pela camisa, um dinheiro que não vale. Não vale, a mercadológica não vale, mas vale para ela.
Então, descobrir essa vocação e trazer isso para o clube, é um mérito espetacular do Palmeiras", completou.

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