Delator diz que Arena Corinthians seria outro estádio se não fosse a Copa do Mundo

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Por Meu Timão

Arena Corinthians foi citada em diversas delações na Operação Lava Jato

Arena Corinthians foi citada em diversas delações na Operação Lava Jato

Bruno Teixeira Rolo

O ex-diretor da Odebrecht Alexandrinho Alencar, declarou em sua delação ao Ministério Público Federal - no âmbito da Operação Lava Jato - que a Arena Corinthians possuía um projeto diferente antes de se tornar um estádio para a Copa do Mundo de 2014.

Segundo Alexandrinho, o projeto inicial contemplava 30 mil lugares, sendo 15 mil em pé, com custo de R$300 milhões. Mas com a Copa do Mundo, o projeto mudou drasticamente para o que é hoje. O ex-diretor ainda usou uma metáfora automobilística para descrever a situação.

"Bom, já que vamos fazer um estádio para o Corinthians, vamos fazer um estádio para a Copa do Mundo. Aí o negócio evoluiu para a abertura da Copa do Mundo. Então, é um novo modelo. Você sai de casa para comprar um Volkswagen e você chega em casa com um Lamborghini. Aconteceu exatamente isso aí", afirmou Alexandrino, em vídeo liberado pelo Supremo Tribunal Federal e publicado pela Folha de S.Paulo.

Alexandrinho ainda diz que inicialmente, ele e Andrés Sanchez, que era o presidente do Corinthians na época, pensaram em uma obra de modernização do Pacaembu, mas que o negócio acabou não vingando. Ele também falou sobre as negociações do financiamento da Arena Corinthians e o comércio de CIDs.

"A CID é um certificado de incentivo feito pelo prefeito Kassab, e quando o prefeito Haddad entrou havia algumas dificuldades, até com o Ministério Público Municipal (o MP questionava a legalidade do recurso). Aí, o que era um ovo de colombo ficou uma coisa frouxa . Até hoje acho que só 10% das CIDs foram comercializadas. Fizemos gestões com o presidente (Lula) pra ver se a gente conseguia achar uma solução junto com o prefeito Haddad, pra solucionar isso aí porque é um recurso extremamente importante. Ele conversou com o prefeito, mas não teve sucesso", disse o ex-diretor.

Alexandrinho Alencar é um dos ex-executivos que participaram de acordo com a delação premiada. Nesta semana, divulgaram os nomes de 24 senadores, 39 deputados federais oito ministros do governo do presidente Michel Temer, os nomes divulgados serão alvos de inquéritos no STF, baseado nessas delações, o ministro Edson Fachin acatou pedido da Procuradoria-Geral da República baseados nessas delações.

Veja mais em: Arena Corinthians.

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