Trabalhando com o pai, médico do Corinthians revela desafios e relembra complicações de Danilo

Trabalhando com o pai, médico do Corinthians revela desafios e relembra complicações de Danilo

Por Meu Timão

Ivan Grava trabalha com o elenco profissional desde 2014

Ivan Grava trabalha com o elenco profissional desde 2014

Foto: Agência Corinthians

Responsável por tratar nomes com grande histórico de lesão nos últimos anos, o departamento médico do Corinthians ganhou muito notoriedade. Um dos nomes do setor atualmente, Ivan Grava acredita que, apesar da dificuldade de recuperar jogadores como Renato Augusto e Ronaldo, o maior desafio da equipe é evitar que esses problemas aconteçam.

"Maior desafio é prevenir essas lesões, que é um trabalho multidisciplinar, feito por toda equipe médica e do laboratório biomecânica, onde que consegue detectar alguma deficiência do jogador e o próprio local mesmo corrigi. Então é um conjunto para evitar lesões evitáveis para os atletas disputarem os jogos em boa performance o ano inteiro", explicou, em entrevista ao Diário de Suzano.

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Mesmo com o competente trabalho para prevenir lesões, é inevitável que as fatalidades aconteçam. Um exemplo disso é o experiente Danilo, novamente afastado por uma lesão, dessa vez na panturrilha. O camisa 20 foi o personagem do caso mais difícil em que o Doutor Ivan já trabalhou.

"Sem dúvida nenhuma, o caso mais grave que tive no clube foi do meia Danilo, que teve uma fratura na perna. Acabou sendo grave por causa das lesões associadas e onde nós quase tivemos que amputar a perna dele. Seria algo inexplicável por ser um ídolo do clube, por todos os títulos que ele conquistou dentro do Corinthians, além da pessoa que ele é, simples e humilde, que todo mundo gosta", recordou.

Em seu quarto ano trabalhando com os profissionais do Corinthians, Ivan tem de lidar com outra responsabilidade. O médico é filho de Joaquim Grava, histórico profissional do clube e que, inclusive, dá nome ao Centro de Treinamento alvinegro - o doutor participou de toda a construção da estrutura.

"Para qualquer médico que trabalha no Corinthians depois dele é uma honra por toda trajetória e tudo que ele construiu lá dentro. Por todo respeito e competência que transformou a medicina do futebol no Brasil. É muito gratificante saber que meu pai deixa esse legado. Hoje, trabalhando ao lado dele lá no Corinthians, estou construindo a minha trajetória com muita ajuda e experiência dele, o que em alguns momentos torna um caminho mais fácil, mas em outras vezes transformar o caminho mais difícil, pois a cobrança em mim é maior para qualquer outra pessoa que não tenha parentesco", disse Ivan.

"Mas, sempre fiquei muito feliz em trabalhar em um local como o Corinthians, que tem tradição no futebol brasileiro, ao lado do meu pai que teve essa história brilhante no clube", concluiu.

Veja mais em: Departamento Médico e CT Joaquim Grava.

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