Sindicato relata ameaças a árbitros da final entre Corinthians e Palmeiras e nega ajuda externa

Sindicato relata ameaças a árbitros da final entre Corinthians e Palmeiras e nega ajuda externa

Por Meu Timão

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Marcelo Aparecido de Souza foi pressionado por jogadores e torcedores no Allianz Parque

Marcelo Aparecido de Souza foi pressionado por jogadores e torcedores no Allianz Parque

Reprodução/TV

O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (Safesp), por meio de entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira por seu presidente, Arthur Alves Junior, relatou ameaças sofridas nos últimos dias pelos árbitros da final de domingo passado, entre Corinthians e Palmeiras, quando o Timão se sagrou campeão paulista. O órgão também refutou a possibilidade de interferência externa que vem sendo levantada pelo clube alviverde.

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"Temos gravações de ameaças de possíveis torcedores, que não são torcedores na verdade, para os árbitros. A equipe de arbitragem até gostaria de estar aqui presente, porém estão evitando sair na rua. Eles têm suas profissões, estão pedindo licença por ameaças. As famílias estão em pânico", comentou Arthur.

Cabe aqui lembrar que ameaças de palmeirenses não são exclusividade de Marcelo Aparecido. O árbitro do jogo de ida das finais entre Corinthians e Palmeiras, Leandro Bizzio Marinho, relatou, em entrevista na semana passada, ter recebido mais de 25 mil mensagens intimidadores porque imagens de seus familiares torcendo para o Timão circulavam na internet.

Com relação à denúncia palmeirense de interferência externa no lance em que o árbitro Marcelo Aparecido de Souza volta atrás na marcação de um pênalti inexistente de Ralf em Dudu, o sindicato dos árbitros negou que o diretor de arbitragem Dionísio Roberto Domingos tenha passado informações ao juiz, como acusado pelo clube da Barra Funda.

"Nas imagens cedidas pela Sociedade Esportiva Palmeiras, em nenhum momento nós temos uma imagem em que vimos ele dizendo algo para o assistente 1, para o quarto árbitro, para o assistente reserva. Ele não falou nada. Se tivesse falado, na pior das hipóteses, se tivesse dito ao árbitro assistente 1, os jogadores palmeirenses teriam escutado algo. Não houve interferência externa", finalizou.

Veja mais em: Dérbi, Campeonato Paulista e Violência no futebol.

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