Presidente do Corinthians ameaça cortar apoio aos esportes olímpicos do clube; entenda

Presidente do Corinthians ameaça cortar apoio aos esportes olímpicos do clube; entenda

Por Meu Timão

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Andrés Sanchez foi a Brasília para brigar contra uma Medida Provisória

Andrés Sanchez foi a Brasília para brigar contra uma Medida Provisória

Foto: Rodrigo Vessoni/Meu Timão

O Corinthians pode não ter mais esportes olímpicos no Parque São Jorge. A ameaça foi feita por Andrés Sanchez na tarde desta quarta-feira, durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. A bronca do presidente alvinegro, que também é deputado federal, está direcionada às novas regras para distribuição de recursos das loterias federais, definidas em Medida Provisória assinada pelo presidente Michel Temer.

De acordo com a MP, o esporte do país poderá ter um corte de meio bilhão de reais em 2019, já que os órgãos públicos como o Ministério do Esporte e secretarias estaduais de esporte deverão sofrer uma redução brusca em seus orçamentos. A medida também afeta outras entidades, como o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O dinheiro iria para um Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

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No caso do Corinthians, que investe na natação e, recentemente, voltou com o basquete, parte dos recursos são provenientes desses recursos das loterias federais. Vale lembrar que ainda há outros diversos esportes olímpicos que fazem parte do cotidiano do Parque São Jorge, em diversas faixas etárias.

"Corinthians, Flamengo, Fluminense. Estamos fazendo uma pressão grande para essa MP cair o mais rápido possível. Se não o Corinthians vai acabar com esportes olímpicos. Uma maneira de pressionar também é acabar. Se não pressionarmos, isso aí vai passar. Temos que pressionar aqui (no Congresso), na Casa Civil. O que eu puder fazer, forçar, vamos fazer. Essa semana vamos sair com os clubes para tentar falar até com o presidente, porque isso é um absurdo", disse Andrés Sanchez, em Brasília.

A Medida Provisória tem validade imediata. No entanto, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar Lei. Caso a Câmara dos Deputados ou o Senado rejeitem a MP, ela deixa de ter validade. As mudanças revoltaram atletas e entidades ligadas aos esportes olímpicos. O próprio ministro do Esporte, Leandro Cruz, divulgou nota oficial lamentando a decisão da Presidência.

Veja mais em: Andrés Sanchez, Basquete e Natação.

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