Análise: No aniversário do clube, Corinthians empata contra o Atlético-MG em jogo pobre tecnicamente

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Por João Pedro Izzo

Corinthians empatou com o Atlético-MG em jogo pobre tecnicamente; Araos não foi bem

Corinthians empatou com o Atlético-MG em jogo pobre tecnicamente; Araos não foi bem

Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

No dia do aniversário de 108 anos do Corinthians e depois de duas vitórias nos últimos dois jogos, o Corinthians dava mostras que poderia seguir no embalo. Porém, após empate em casa diante do Atlético-MG por 1 a 1, tal sequência foi interrompida. O Meu Timão explica para o torcedor os motivos do empate em jogo pobre tecnicamente de ambas equipes.

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Sem seis jogadores considerados titulares, Osmar Loss escalou uma equipe cheia de novidades para tentar presentear a Fiel com a vitória nesta data tão especial: Walter; Mantuan, Marllon, Léo Santos e Danilo Avelar; Ralf e Gabriel; Pedrinho, Araos e Romero; Roger. O treinador continua apostando no uso de uma referência no ataque, mas, no jogo deste sábado, muitos jogadores que contribuem na transição e criação da equipe não estiveram em campo - o que prejudicou (e muito) o jogo do Corinthians.

Primeiro tempo

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Reprodução / Premiere

Com o quarteto ofensivo quase mantido, com apenas Jadson ausente e Araos em seu lugar, o Corinthians sofreu muito no último terço do campo. Pelo que desempenha e aparenta até o momento, Araos é um jogador muito mais de transição ofensiva, que contribui na saída e recua na base da jogada para iniciar jogadas, não um definidor, um carregador de bola, até mesmo um jogador que cobra bolas paradas, como Jadson.

Mateus Vital seria uma opção interessante para a saída de Jadson, mas o jovem ficou no banco. Voltando ao problema da saída de bola, Osmar Loss voltou a escalar dois primeiros volantes, Ralf e Gabriel, como aconteceu diante do Grêmio. Assim como naquele duelo, o Timão teve extrema dificuldade na saída e transição ofensiva.

Volantes não dão opção ofensiva e não participam da construção

Volantes não dão opção ofensiva e não participam da construção

Reprodução / Premiere

Gabriel até tentou pressionar no primeiro terço do Atlético-MG, sobretudo nos primeiros minutos de jogo, mas não é da sua característica o apoio, avanço e infiltração na área adversária. Como destacado na imagem, ele até se apresenta à frente, mas continua distante da construção. Embora com dificuldades, Pedrinho recebeu boa bola na entrada da área, soltou uma pancada, que acabou entrando e o Timão abriu o placar. Finalização que foi a única realizada pelo Corinthians na primeira etapa.

Gol de Pedrinho: faltou finalizar mais ao longo do jogo

Gol de Pedrinho: faltou finalizar mais ao longo do jogo

Reprodução / Premiere

Depois do gol corinthiano, o Atlético-MG não conseguia encontrar espaços e a zaga do Timão, mesmo toda modificada, mostrava bom rendimento. Gabriel, escalado principalmente para cobrir os espaços e auxiliar o lado direito para Mantuan ter mais facilidade, acabou tendo a infelicidade de colocar o braço na bola após bola cruzada. Pênalti e gol do Atlético-MG. Sem mais emoções, o primeiro tempo acabou assim e a Fiel esperava que a etapa final pudesse ter mais opções em relação ao ataque.

Segundo tempo

A etapa final não teve alterações em seu início. Nem de postura, tampouco de substituições. A equipe corinthiana continuava com dificuldades de criação, Araos viveu noite apagada e Roger, que também teve noite ofuscada aparecendo mais ao cometer faltas do que efetivamente participar da partida, não foi municiado no ataque.

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Reprodução / Premiere

A imagem acima demonstra o grave problema de criação que o Corinthians enfrentou na noite deste sábado. Romero vê opções apenas atrás dele, Pedrinho até se encontra livre, mas a marcação no paraguaio, que tenta encontrar opção, é grande. Araos poderia ocupar o espaço ao lado e auxiliar na criação, mas está mal posicionado.

Outro ponto que deve ser citado é a proposta defensiva do Atlético-MG, que fez pouquíssima questão de se expor no ataque, apenas saindo em contragolpes ou erros na saída corinthiana. O fato dificultou a transição e criação do Timão, que acabaram sendo praticamente inexistentes na noite deste sábado.

Osmar Loss pareceu satisfeito com a postura da equipe e só fez a primeira alteração aos 25 minutos do segundo tempo, quando tirou Romero e colocou Mateus Vital. Com uma saída de bola estática ao longo do jogo, o treinador optou em uma tentativa mais conservadora de jogo e tirou um homem de ataque, quando poderia ter substituído o volante Gabriel.

Danilo entrou no lugar de Roger, mas o experiente meia passou boa parte do jogo mais posicionado pelos lados, procurando espaços. Se a intenção era trocar o homem de referência, Osmar Loss acabou perdendo tal peça, colocando um jogador com características e funções diferentes. Matheus Matias, que era opção como suplente, não foi utilizado.

A equipe corinthiana acabou não tendo nenhuma oportunidade clara de gol durante o jogo inteiro, a não ser o gol de Pedrinho. É válido dizer que o Atlético-MG teve postura defensiva e dificultou o jogo para o Corinthians, mas a grande maioria dos times que enfrentam o Timão na Arena vêm com tal proposta.

Veja os melhores momentos do empate do Corinthians

Em noite especial de aniversário de 108 anos do Corinthians, Osmar Loss e equipe não conseguiram produzir e desempenhar um futebol que pudesse trazer a vitória na Arena. A Fiel fez sua parte com bonita festa, mas o time sofreu muito com o desentrosamento. O resultado foi: muitos erros de passes, chutões, bolas para o alto, faltas e pouca fluidez de jogo.

O Corinthians ainda não tem cara definida e prova disso é quando seis jogadores saem, os movimentos, associações e triangulações, por exemplo, são muito prejudicados. Chutes de fora da área e jogadas bem feitas no último terço de campo continuam em ausência. O trabalho de reconstrução do sistema de jogo do Corinthians ainda vai render muita dor de cabeça para o torcedor e principalmente para o técnico do Timão.

Veja mais em: Campeonato Brasileiro, Osmar Loss e Arena Corinthians.

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