Sheik vê Romero sucessor da zoeira no Corinthians e relata leve arrependimento extracampo

Sheik vê Romero sucessor da zoeira no Corinthians e relata leve arrependimento extracampo

Por Lucas Faraldo e Rodrigo Vessoni, no CT Joaquim Grava

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Romero e Sheik são colegas de trabalho e também amigos

Romero e Sheik são colegas de trabalho e também amigos

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Emerson Sheik é das figuras mais irreverentes que já passaram não só pelo Corinthians mas pelos gramados do futebol brasileiro nos últimos anos. Sua aposentadoria, assim, é um marco dentro e fora das quatro linhas. E isso foi assunto em sua entrevista coletiva de despedida frente à imprensa, nesta sexta-feira, no CT Joaquim Grava.

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Questionado sobre suas sinceras e geralmente animadas entrevistas, por exemplo, Emerson admitiu chateação com os rumos que o futebol está tomando. Ele apontou o ex-corinthiano e hoje gremista Douglas como um dos poucos nomes no Brasil que ainda se encaixam nesse perfil "das antigas". No Corinthians, o paraguaio Ángel Romero seria o mais próximo disso.

"Assim como os nossos estádios do futebol brasileiro, o Maracanã, amavam a geral e virou Arena, evoluiu. Mas o futebol perdeu um pouco da sua essência nos últimos anos, todos sabem, sou a favor das brincadeiras, apostas e zoeiras desde que de maneira respeitosa, sempre brinquei com os rivais. Uma pena que o futebol tenha perdido atletas com esse perfil", declarou, num dos muitos momentos reflexivos de sua entrevista final.

"Você citou o Douglas, talvez três ou quatro mais. O futebol perde, é bacana ver brincadeiras e zoações. Aqui quem se aproxima mais é o Romero, que nem é brasileiro. Que surjam mais, que a essência volte, que as punições diminuam, ninguém pode falar nada, não pode comemorar gol com a torcida. Isso impossibilita brincadeiras e é uma pena, o futebol perde a essência", acrescentou o veterano boleiro.

Emerson Sheik ficou marcado como jogador irreverente fora de campo

Emerson Sheik ficou marcado como jogador irreverente fora de campo

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Cabe destacar que irreverência não é sinônimo de falar a primeira besteira que surgir na mente. Mas sim pensar e falar de um jeito único aquilo que realmente acha sobre algo.

"Sou exatamente deste jeito. Penso antes de falar sim, não é errar, é não falar besteira. Em casa sou menos polido, mas minha maneira de falar sempre foi assim, pausadamente", argumentou, ao ser questionado sobre as pausas entre frases durante suas respostas.

Irreverente como é, não é de se estranhar que Emerson Sheik tenha vivido momentos marcantes tanto positiva quanto negativamente. No lado bom, a primeira ideia que vem em mente são as amizades construídas em suas mais de duas décadas como jogador.

"A maior riqueza minha no esporte são meus amigos, como você disse que sou querido, não tenho pudor de falar isso, tenho muitas amizades. Com todas as nossas brincadeiras de vestiário, os atletas me respeitam muito, pela história que tenho e pela idade. As amizades que construí no futebol foram minhas maiores conquistas", explicou.

Mas nem só de coisas boas vive um jogador falastrão. Falar o que pensa atrai gente compatível mas também gera insatisfação contra o incompatível. E dessas insatisfações surgem declarações às vezes (e ao menos parcialmente) dignas de arrependimento.

"O maior acerto da vida foi ter a grandeza de reconhecer os meus erros e tentar não repeti-los. Pelo esporte, entendi que talvez não tenha sido o local adequado, mas a declaração da CBF que fiz pelo Botafogo, não me arrependo", contou, se referindo à histórica afirmação "CBF, você é uma vergonha!" em frente às câmeras ao deixar o gramado do Maracanã.

Sheik durante momento de extravaso em 2014, pelo Botafogo

Sheik durante momento de extravaso em 2014, pelo Botafogo

Reprodução/TV

Veja mais em: Emerson Sheik, Romero e Ex-jogadores do Corinthians.

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