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Mano do Mano
Carille agradece Mano Menezes e diz apenas dar continuidade à filosofia do Corinthians
Por Meu Timão
Confirmado na última terça-feira como treinador do Palmeiras, Mano Menezes ainda tem tudo a ver com o Corinthians. Não trata-se de uma afirmação saudosista de quem guarda com carinho as duas passagens do gaúcho pelo Parque São Jorge, mas sim de uma constatação: a filosofia adotada por Fábio Carille e a própria consolidação do ex-auxiliar-técnico passam diretamente pelo legado deixado pelo hoje arquirrival.
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"Gratidão eterna (ao Mano). Ele que abriu essa oportunidade de eu trabalhar no Corinthians, é um cara que eu respeito demais, junto com o Sidnei Lobo, que fez essa aproximação minha com o Mano. Joguei com o Sidnei três anos no Paraná Clube, no fim dos anos 90", afirmou Carille, na noite dessa terça, em entrevista concedida à Rádio Globo, se referindo ao ano de 2009, quando chegou ao Timão de Mano Menezes vindo do Barueri.
Mais do que o próprio Carille, Mano deixou no Corinthians uma espécie de DNA do século 21: foco na eficiência do sistema defensivo para, de trás pra frente, ganhar os jogos e se consagrar "o campeão dos campeões". Desde o início da era Mano Menezes, o Timão conquistou cinco vezes o Paulistão, três vezes o Brasileirão e ainda uma Copa do Brasil, uma Libertadores da América, uma Recopa Sul-Americana e um Mundial de Clubes.
"É o seguinte: o Corinthians tem uma forma de jogar e essa forma não é minha. Vivi aqui oito anos como auxiliar, dois anos e meio com o Mano, somadas as passagens, e quase cinco anos com o Tite. Foi implantada uma filosofia. Alguns técnicos já tentaram mudar e não foi legal. Há uma ideia, uma filosofia. Foi campeão da Libertadores tomando quatro gols em 12 jogos. É uma filosofia", declarou Carille.
Além dos citados Mano e Tite, além claro de Carille, também passaram pelo Corinthians nesta década vitoriosa alguns técnicos que fracassaram: Adílson Batista, Cristóvão Borges, Oswaldo de Oliveira, Osmar Loss e Jair Ventura. Títulos? Só com os três primeiros.
"Quem tentar mudar, tem que ter muito cuidado, tem que mudar o elenco e trazer jogadores que possam ser mais ofensivos. A parte defensiva é algo marcante há muitos anos, sempre foi de não tomar muito gol. Uma ideia que a torcida comprou, que entende e que dá resultados. São 12 ou 13 títulos entre auxiliar e técnico. É uma filosofia. Se eu for trabalhar em outro lugar, talvez eu pense diferente. Só estou dando continuidade", finalizou Carille.
Terceiro colocado no Campeonato Brasileiro, o Corinthians tem a defesa menos vazada da competição, com nove gols sofridos em 17 jogos. O Timão é também quem menos perdeu até aqui, com apenas duas derrotas. Ademais, a equipe de Carille é semifinalista e, portanto, está a três partidas de conseguir o inédito título da Copa Sul-Americana.





