Basílio fez história com a camisa do Corinthians após saga inusitada para fechar com o clube

Basílio fez história com a camisa do Corinthians após saga inusitada para fechar com o clube

Foto: Divulgação/ Corinthians

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Valeu a pena!

Indicação de Rivellino, multa e cheque de rival: Basílio relembra chegada inusitada ao Corinthians

Por Meu Timão

O Corinthians vivia um incomodo jejum de 23 anos sem títulos quando Basílio marcou o gol do título do Paulistão de 1977, eternizando seu nome na história do clube. O que muita gente não sabe é que o camisa 8 não estaria ali se não fosse outro grande ídolo dos quase 110 anos de Timão, que sequer jogou com o herói da conquista estadual: Rivellino.

"O Rivellino já era o Reizinho do Parque e o super jogador que conhecemos quando a Portuguesa levou jogadores de nome para a inauguração do Canindé. Rivellino, Hector Silva, Cesar Maluco, enfim, aqueles que eram importantes em seus clube. Nós tivemos esse privilégio. Quando terminou o jogo, o Rivellino falou no vestiário que ia me levar para o Corinthians. Falei 'graças a Deus alguém me enxergou aqui'. Ele falou comigo e eu tive meu primeiro encontro com a diretoria do Corinthians", relembrou Basílio, durante o Corinthians Classics, nova série do Timão no Facebook Watch - assista abaixo.

Com indicação do grande ídolo alvinegro da época, o herói de 1977 não teve problemas para negociar com o Corinthians e encaminhou um acerto. Vestir a camisa do clube, porém, seria tão sofrido quanto o histórico gol diante da Ponte Preta.

"Foi na época do carnaval e tive meu primeiro contato com a diretoria do Corinthians. Deixamos tudo acertado, fui para casa e contei para o meu pai que precisava ficar calado para passar o carnaval e eles falarem com a diretoria da Portuguesa", contou Basílio, que tentou de novo no ano seguinte.

"Aí fui treinar na quarta-feira e meu material foi recolhido e tive que prestar satisfação ao presidente. Fui com um boné enterrado, entrei por um caminho escuro. A Portuguesa falou que eu não seria vendido. No ano seguinte, a mesma coisa, deixei tudo acertado. A Portuguesa descobriu de novo e dessa vez até me multou", acrescentou.

Depois do insucesso em duas tentativas de fechar com o Timão, Basílio desencanou. Quando ficou sem contrato com a Portuguesa em 1975, então, ouviu outras propostas e acertou com o Santos, chegando a pegar um cheque pelo acerto. Seu destino, no entanto, era mesmo o Parque São Jorge.

"Depois que acertei com o Santos, meu pai me encontrou e falou que me buscou para acertar com o Corinthians. Eu estava até com cheque do Santos. Ele falou 'então você devolve o cheque'. Fiquei na porta do banco até o banco abrir", relembrou.

"Quando abriu, o dirigente do Santos era gerente do banco. Ele falou 'não precisa falar nada, eu já sei de tudo, não precisa se desculpar porque o presidente da Portuguesa falou que você não vai ser vendido para o Santos e vai renovar'. Eu falei que não porque já tinha acertado com o Corinthians e foi isso", concluiu.

O resultado de tanta espera não podia ser melhor. Foram seis anos de clube, com 253 partidas e 29 gols, tendo conquistado os títulos paulistas de 1977 e 1979.

Confira a entrevista completa de Basílio no novo quadro do Corinthians

Veja mais em: Ídolos do Corinthians.

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