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'Sou um maluco'
Sheik relembra cena inusitada na final da Libertadores-12 e avalia passagem como dirigente do clube
Por Meu Timão
Um dos ídolos recentes do Corinthians, Emerson Sheik foi o autor dos dois gols alvinegros na final da Libertadores 2012 contra o Boca Juniors. Depois de se aposentar, o atleta assumiu o cargo de coordenador de futebol da equipe e fez um balanço sobre o período.
Responsável por balançar as redes duas vezes na noite de 4 de julho de 2012 e garantir o título da Libertadores ao Timão, Sheik relembrou um momento inusitado naquela noite. Em um de seus duelos diretos com o zagueiro Matías Caruzzo, o atacante corinthiano mordeu a mão do adversário.
"Eu vi o Caruzzo abalado já no início da partida e o Schiavi não. Schiavi é um jogador mais maduro, já era um veterano, um cara mais experiente e eu falei ‘se colar, colou’. Só que a primeira provocação com ele, as imagens não mostram, ele me puxa e eu enfio o dedo na barriga dele e com força. Eu vi que ele sentiu muito aquilo e eu comecei a fazer toda aquela situação em cima dele", contou em entrevista no programa Jogo Aberto, da TV Bandeirantes.
"Eu não sei que maluquice eu tive de morder o cara. Sou um maluco mesmo", completou logo em seguida.
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Sheik se aposentou em 2018, no Corinthians, depois de 196 jogos com o manto alvinegro, divididos entre 90 vitórias, 62 empates e 44 derrotas, além de 28 tentos marcados. Ao deixar os gramados, o corinthiano assumiu o cargo de coordenador de futebol do clube do Parque São Jorge, mas não ficou muito tempo na posição. Isso porque, segundo ele, a nova função estava contribuindo negativamente para sua imagem no Corinthians.
"Eu fiquei dez meses, vi o outro lado, que o atleta não enxerga. Aprendi muito, busquei conhecimento. Eu visitei a Roma, o Real Madrid, o Barcelona. Tinha muitas ideias de fora, só que, tirando o Flamengo, talvez, a realidade financeira dos clubes é muito complicada. Não conseguia fazer absolutamente nada. Não conseguia implantar nada do que fui aprender fora", pontuou, e logo em seguida relembrou as reações dos torcedores.
"Eu vi o torcedor, que tem uma paixão absurda por mim, me xingando, e eu não queria apagar a história linda que eu tenho dentro do clube por não estar dentro de campo e poder fazer da minha maneira ou de estar fora e poder fazer fora. Então, eu não podia fazer dentro e também não tinha como fazer fora. Então, decidi sair", finalizou.





