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Atacante do Corinthians condena preconceito sofrido no Brasil e pede combate 'mais forte'

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Por Meu Timão

Romero reafirmou ser vítima de preconceito em seu período no Brasil

Wanderson Oliveira / Meu Timão

O atacante Romero voltou a falar sobre os casos de preconceito sofridos no futebol brasileiro. O atacante do Corinthians admitiu que é um tema sensível para ser tratado, mas reconheceu que é um problema presente desde que passou a viver no país.

"É realmente sensível. A única coisa que eu quero que melhore é isso. Não pode ser normal isso no campo de futebol. Aqui, fora, em qualquer lugar do mundo, não tem que ser normal. Como falei, eu já vivi muitas situações aqui dentro do Brasil. Eu já vi, não só o Romero, mas também vi outros atos de racismo em outros lugares aqui do Brasil, entre as próprias cidades. Aqui tem muito. Por isso que eu falo que é o país com mais racismo. É a minha opinião. O que a gente tem que fazer, a gente fala já porque há muito tempo morando aqui, é saber que o problema está aqui dentro, aceitar o problema que a gente tem aqui dentro", comentou em entrevista à Jovem Pan.

Em sua segunda passagem pelo Parque São Jorge, Romero abordou o tema após a conquista do título do Paulistão, em março. Em conversa à Rádio ABC Cardinal, do Paraguai, o atacante falou sobre os estereótipos aos quais ele é apelidado devido às suas origens. Ele, vale lembrar, nasceu em Fernando de la Mora, cidade próxima à Assunção, capital do Paraguai. O país vizinho possui origens indígenas.

A respeito do racismo, o jogador de 32 anos relembrou uma situação ocorrida neste ano, pelo Brasileirão Feminino, entre Internacional e Sport, após uma jogadora da base da equipe gaúcha jogar uma casca de banana em direção às reservas do time pernambucano. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o Internacional pelo suposto ato discriminatório.

"Esvaziar tudo isso aqui dentro, de poder limpar tudo aqui dentro por conta do racismo. Faz pouco tempo vi um jogo feminino, Sport, não sei contra quem, que também teve ato de racismo. Então aqui tem bastante. Claro que em outros países não é crime, então eles ainda não estão, a cultura é diferente. No próprio Paraguai, não é crime isso, na Argentina, em outros lugares, na Espanha, acho também que não. E aqui eles colocam crime porque tem muito. E acho que não está alcançando só isso, de colocar. Porque, como eu falei na entrevista também, eu nunca vi um brasileiro preso por atos de racismo. Eu estou há muito tempo aqui no Brasil, só vi uma vez, em uma notícia. E é pouca coisa, tem várias situações, eu já vivi várias situações no campo, fora delas também, e realmente ninguém faz nada", relembrou.

Recentemente, o atleta foi alvo de outro tipo de preconceito. Diante do Palmeiras, pela terceira rodada do Brasileirão, Romero recebeu cânticos homofóbicos de "Romero viad*" oriundos da torcida rival, na Arena Barueri. O Coletivo Fiel LGBT, inclusive, protocolou uma denúncia ao STJD, mas ainda não houve veredito sobre o caso.

"Ninguém vai preso, não é notícia isso aqui, às vezes não passa de notícia, só é notícia quando acontece com um brasileiro jogando fora ou vivendo fora. Então, acho que aqui dentro tem que ser mais forte, mas claro que a gente combate contra o racismo aqui dentro, mas tem que ser mais rigoroso, acho, mais forte e saber que isso não pode ser normal. Não só racismo, também outra coisa, preconceitos, homofóbicos, entre cidades também, aqui eu sinto que tem muito. Então, limpar tudo isso aqui. E depois, sim, claro, ver o que acontece fora e reclamar o que acontece fora. É o meu ponto de vista. Claro que tudo isso está errado aqui, fora, no Brasil, em qualquer lugar, na Argentina, em todo lugar. Isso não tem que acontecer. Até a Conmebol já está querendo combater contra isso em muitos lugares do mundo. Mas acontece muito aqui no Brasil e a gente tem que acabar com isso", destacou.

Na última terça-feira, a Neo Química Arena vivenciou outro caso lamentável de preconceito. Durante a partida do Corinthians diante do América de Cali, da Colômbia, um torcedor alvinegro registrou um caso de racismo nas arquibancadas enquanto filmava torcedores do time colombiano.

Racismo, ou qualquer discriminação social, é crime no Brasil. Na última quarta-feira, em confronto válido pela Libertadores, torcedores do Palmeiras também foram alvo de racismo por parte de um torcedor do Cerro Porteño, no Estádio General Pablo Rojas, em Assunção, Paraguai. Para as competições internacionais, a Conmebol, inclusive, intensificou campanhas antirracistas nos últimos meses. No entanto, ainda não houve medidas severas da entidade para os casos.

Na primeira passagem pelo Timão, entre 2014 e 2019, Romero participou de 222 jogos, anotou 38 gols e conquistou os títulos do Campeonato Paulista em 2017 e 2018 e do Campeonato Brasileiro em 2015 e 2017. Além disso, o paraguaio deixou o Corinthians como artilheiro da Neo Química Arena após ter marcado 27 gols na Casa do Povo. Ele retornou ao clube em 2023, dividindo a artilharia da Casa do Povo com Yuri Alberto, com 43 gols, e tendo 353 aparições e 67 tentos.

Veja mais em: Romero.

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    Everton 218 comentários

    @everton.alves.11 em

    Eu também nunca vi alguém ser preso racismo. No máximo, o criminoso paga uma indenização para a vítima. Uma das poucas coisas que realmente levam à prisão no Brasil é o não pagamento de pensão alimentícia. O país ainda tem um longo caminho a percorrer no combate ao racismo e a outros tipos de preconceito.

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    @sergio-gonzalez-rodr em

    Que engraçado né, o Inter, que vive reclamando de tudo, fez ato de racismo e foi absolvido, se voltarmos um tempinho vamos lembrar o caso do Edenilson, que queriam que nós fossemos punidos exemplarmente, mas nunca provaram nada. Quanta hipocrisia!

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    36º. @luiz.fernando.balest em

    Valeu Romero

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    35º. @alisson.perin em

    Ue chorando se foi seus amigos sul Americana que chamar os brasileiro em todos os jogos ai os brasileiro são uma vergonha no meu tempo tinha tudo isso é não ligava agora é o fim do mundo seus nerdas

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    34º. @tiago-silva14 em

    Mano, aqui assassino não é preso, corrupto não é preso, estuprador não é preso, traficante não é preso, golpista não é preso, estelionatário não é preso, e você acha que racista vai ser preso? Brasil é o país da impunidade, da bagunça e do mimimi.

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    33º. @renannp9.1990 em

    É verdade ninguém é preso quando faz racismo né muito pelo contrário só coloca fiança né Isso é uma palhaçada

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    Renato 50 comentários

    32º. @renato-f em

    De novo esse cara falando baboseira.

    Volta pra aquela mherda de Paraguai então kralho.

    Engraçado que pra ganhar dinheiro aqui pra você tá bom né fião?

    Diz aí quem te "xingou" de índio, de nomes aos bois... Só ficar no discursinho é pura demagogia.

    Se te ofenderam, denuncie. Sem acusações vazias.