Basílio relembra título histórico de 1977 e fala sobre o momento atual do Corinthians

Basílio relembra título histórico de 1977 e fala sobre o momento atual do Corinthians

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Recordações

Basílio relembra título histórico de 1977 e fala sobre o momento atual do Corinthians

Por Meu Timão

Ídolo eterno do Corinthians e autor de um dos gols mais marcantes da história do clube, Basílio relembrou a conquista do Campeonato Paulista de 1977, título que encerrou um jejum de 23 anos sem troféus, destacando a importância do torneio e o quanto o elenco alvinegro estava determinado em conquistar a taça.

“Era o Campeonato Paulista, mas todos os jogadores de outros estados gostariam de disputar. O Corinthians, por ter ficado 23 anos na fila, o torcedor deixava claro que não queria ganhar o Brasileiro e sim quebrar o jejum do Paulistão. De lá para cá, tudo se transformou”, relembrou o ex-jogador no podcast Benja Me Mucho.

Aclamado pela Fiel desde aquele gol histórico sobre a Ponte Preta, na final do Estadual, Basílio contou que, à época, não imaginava que se tornaria um dos maiores ídolos do clube. Ele afirmou que o feito foi fruto do trabalho coletivo e de um destino que parecia já estar traçado.

“Só fiz o gol e nada mais, porque nós tínhamos sete a oito minutos para jogar, mas no momento só tínhamos a vantagem. Eu sempre fui pela palavra coletiva e não tinha essa vaidade. Naquele momento, eu me vejo como um escolhido e represento todos aqueles que estiveram comigo na conquista”, declarou.

Ninguém tinha essa percepção do que (o título) representava para o Corinthians. Por isso, depois de 48 anos, estou aqui representando o pessoal. Todo esse carinho que eu recebo é justificável, por toda a minha entrega e não só pelo gol”.

O ex-meia também revelou um episódio curioso que antecedeu a final contra a Ponte Preta. Segundo ele, o então técnico Oswaldo Brandão havia previsto, na data da decisão, que o gol decisivo seria marcado por Basílio.

No dia 13, o Oswaldo Brandão entrou no quarto para comunicar que eu e o Zé Maria iríamos jogar e o gol seria meu. Ele, como kardecista, dependendo dos jogos, dava um livro de Alan Kardec, e aí se confirmou essa profecia dele”, relatou o ídolo.

Como torcedor declarado do Corinthians, Basílio também comentou sobre o momento atual da equipe alvinegra. De acordo com o ex-jogador, o time vive um ano de superação e deve aproveitar a instabilidade política no Parque São Jorge para, enfim, resolver a situação do clube.

Como corinthiano, esse ano será de superação. Deus está sendo tão bom conosco que a base está dando esse sustento. O Corinthians deveria aproveitar esse momento do impeachment (de Augusto Melo) e se unir para sair dessa situação”, disse.

Ao ser questionado sobre uma possível transformação do clube em SAF, o ídolo do Timão foi categórico ao ser contra uma possível venda do clube: “A marca Corinthians não tem preço”, finalizou.

Basílio atuou pelo Corinthians entre 1975 e 1981. O ex-meia disputou 253 jogos pelo Corinthians, marcando 29 gols, incluindo o histórico gol que encerrou o jejum de 23 anos sem títulos, na final do Campeonato Paulista de 1977, diante da Ponte Preta.

Após encerrar a carreira como jogador, Basílio teve quatro passagens como treinador do Corinthians, totalizando 116 partidas à frente da equipe, com 52 vitórias, 42 empates e 22 derrotas.

Veja mais em: Ídolos do Corinthians, Títulos do Corinthians e Campeonato Paulista.

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