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Cobrança
Ministério Público cita gravidade e pede agilidade à juíza do caso dos cartões de Andrés Sanchez
Por Victor Godoy e Rodrigo Vessoni
Na última segunda-feira, Cassio Roberto Conserino, promotor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), enviou uma petição a Márcia Mayumi Okoda Oshiro, juíza titular da 2ª Vara Especializada de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Dinheiro de São Paulo, pedindo que o caso de Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, seja apreciado com maior agilidade.
"O Ministério Público do Estado de São Paulo, pelo seu representante (Cassio Conserino), vem, respeitosamente, solicitar que a renúncia oferecida em 14 de outubro de 2025, em face dos senhores Andrés Sanchez e Roberto Gavioli (ex-gerente financeiro do Corinthians), diante de sua gravidade e importância, seja apreciada pelo Poder Judiciário", escreveu o promotor na petição à qual o Meu Timão teve acesso.
Para complementar o pedido, Cassio Conserino citou a investigação que o próprio Corinthians vem fazendo sobre o caso. Inclusive, como argumento, foi anexada uma matéria do Meu Timão sobre o depoimento do ex-presidente à Comissão de Justiça do clube na última segunda - leia o texto clicando aqui .
Andrés Sanchez e Roberto Gavioli foram denunciados pelo Ministério Público em 14 de outubro , exatos 49 dias atrás. O ex-presidente do Corinthians, por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, enquanto o ex-gerente apenas pelos dois primeiros.
Para dar seguimento ao caso, uma juíza tem que analisar e decidir se há indícios suficientes para receber a denúncia - etapa esta que, na visão de Cassio Conserino, está demorando. Se Márcia Mayumi Okoda Oshiro aceitar, Andrés Sanchez e Roberto Gavioli (ou apenas um deles) vão se tornar réus, com um processo judicial penal iniciando. Se a juíza recusar, o processo será descontinuado.
Por que Andrés Sanchez foi denunciado pelo Ministério Público?
Andrés Sanchez se tornou alvo do Ministério Público em agosto deste ano , após vir a público uma série de gastos com o cartão corporativo do Corinthians para uso pessoal ao longo do seu segundo mandato, que durou de 2018 a 2020.
Na denúncia do MP-SP, Cassio Conserino apontou que Andrés Sanchez teria utilizado R$ 480 mil do Corinthians para uso pessoal. Entre devolução do dinheiro e punição por danos morais, o promotor quer que o ex-presidente, junto de Gavioli, pague R$ 1,1 milhão ao clube . Os gastos do cartola vão de relógios a viagens luxuosas .
Além de Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves (presidente do Corinthians de 2021 a 2023) e Augusto Melo (de janeiro de 2024 a maio de 205) também vêm sendo investigados. Cassio Conserino já explicou que está trabalhando com um cartola por vez, destacando que a apuração sobre os gastos do mandato de Duilio está "em vias de ser finalizada" e, depois, vai focar em Augusto.




